terça-feira, 26 de outubro de 2010

Estados Brasileiros que já visitei


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Ushuaia - Duas Rodas e Um Sonho


Após muito tempo, publiquei o meu livro este ano.
Ushuaia, Duas Rodas e Um Sonho é o resultado de um trabalho conjunto, escrito com amigos e irmãos motociclistas, que juntos, vivemos a aventura de atingir, por terra, o ultimo ponto da nossa América. O destino foi Terra Del Fuego, sul da Argentina, na Patagônia Argentina e Chilena.
O livro relata a empolgante viagem de moto realizada em 22 dias de viagem, vivendo todo tipo de aventura e desafios. Contamos em mais de 200 páginas e mais de 100 fotos coloridas, o relato fiel de toda a historia da nossa viagem contanto tudo o que aconteceu. E foram muitas aventuras e imprevistos !
Ushuaia - Duas Rodas e Um Sonho, um sonho de publicar um livro, que virou realidade neste ano de 2010.
Foram impressos 650 exemplares, que após todos vendidos, sua renda revertida para um projeto social, em uma pequena cidade no interior do Mato Grosso do Sul.




Paises que já Visitei ao redor do Mundo

Países que já visitei ao redor do mundo....


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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Desfile pela Rua XV no Natal Alles Blau Blumenau 2008




PHD´s & Amigos de todo o Brasil.Sentimo-nos na obrigação de relatar a vocês o sentimento de ontem no desfile dos PHD´s na rua XV aqui em Blumenau, afinal, cada um de vocês que nos ajudaram, estiveram desfilando conosco. Espero que com puocas palavras abaixo, consigamos transmitir, por pouco que seja, a emoçao sentida ontem por bravos 35 PHD´s: É muito difícil descrever o que todos nós estamos sentimos aqui em Blumenau neste final de ano.Há pouco menos de 2 meses atras, a cidade estava lindíssima, comércio, igrejas, pessoas, enfim, tudo sendo preparado para a festa máxima, comemorada todo final de ano.De repente, em 24 horas, tudo muda.Caos total, sujeita, encostas vindo abaixo, ruas fechadas, mansões e casebres caindo pelos morros, pessoas desalojadas, familias inteiras expulsas de seus lares.Poucas pessoas na rua naquela manhã, inundação, lama, mal cheiro.Como num filme de ação, vc olha e não acredita na cena que vê, e está tudo ali, bem na frente de seus olhos.Passados algumas horas ou alguns dias, começam a chegar as notícias que ninguém quer ouvir sim, são as notícias de mortes.O que fazer?Num misto de vontade, solidariedade, emoção, o Brasil se levanta!.Começam campanhas a nivel nacional de ajuda as vitimas.Não se sabe quem, nem onde começou, muito menos como, mas a velocidade com que tudo foi montado, arrumado, despachado e entregue aos flagelados é algo que, também como num filme de ação, você olha e não acredita.Reconstrução, Vamos nos reerguer, Força, Fé, Coragem, Determinação, são as palavras mais ouvidas nas ruas, praças, bares, cafés, lojas, empresas, famílias, corações. Ninguém arreda pé.Começa então o movimento enorme para liberar e trazer recursos financeiros necessários. Neste ponto, burocracia, demora, espera, promessas, visitas, discursos.... a coisa está andando, devagar, ainda não chegou nada, mas vai chegar.Natal Alles Blau Blumenau, também não se sabe quem, nem como, tudo começou.Objetivo: daqui a 10 anos, ser a maior festa de Natal do Brasil !!!A idéia era virar a página da tragédia, e abrir a página da reconstrução e da esperança.Novamente, um monte de gente envolvida, cada um organizando a sua parte.Mais de 60 grupos organzados, e tudo começa a tomar forma como num enorme quebra cabeças.PHD na parada, Chico correndo para fazer roupas de papai noel, motos sendo enfeitadas, empresas convocando seus funcinários para o desfile na Rua XV, sim haverá um GRAAAAANNNNNDEEE desfile.Participar ou não? Não seria uma demonstração de ostentação desfilar com nossas motos na rua XV neste momento?Será que todos iriam entender o propósito? Com capacete ou sem capacete? O desfile seria para mudar o astral do cidadão comum, caberia ao PHD, agradecer ao Brasil pela ajuda.Não haveria missão mais nobre a ser executada, e a chamada foi geral, e a resposta ao chamado foi geral.E não há nada melhor do que uma bandeira a tremular para demonstrar gratidão.Bandeiras afixadas, motos alinhadas, papais e mamães noeis devidamente paramentados. Tudo pronto.Primeiro carro a entrar na rua XV arrastava uma arvore, que foi retirada de dentro do rio e era o simbolo da destruição,com se ali, sozinha sendo arrastada, estivessem amarrados todos os sonhos, todas as vidas, todo o esforço de gerações que a lama levou embora.Choro geral na avenida.Depois, vieram as equipes da reconstrução: CELESC, Prefeitura, Defesa Civil, Bombeiros, Médicos, Hospitais, Exercito, Policia Civil, Policia Militar, enfim, a turma que pegou pesado e trabalhou inenterruptamente para desobstruir as veias da cidade, algumas ainda entupidas.Depois, como num passe de mágia, PHD´s com suas motos entram na rua. Musicas de naral, faróis acesos, ronco forte do motor, como representando a batida forte dos corações das pessoas ali postadas.Aplausos, alegria, choros, crianças, balas sendo jogadas, vovós, cadeirantes, humildes, ricos, todos em pé, aplaudindo a passagem do comboio com suas bandeiras tremulando. Á frente, uma bandeira do nosso Brasil e a frase que diz tudo o que o Blumenauense quer dizer neste momento: OBRIGADO BRASIL !!!!Se alguém tem dúvida de que a emoçao tomou conta de todos nós, não a tenha mais, pois tomou mesmo.Se alguém achava que seria ostentação, esqueça, pois não foi.Não entramos na avenida para mostrar nossas motos, muito menos o valor delas.Entramos na avenida para APLAUDIR aquele povo alí postado, entramos em RESPEITO a este povo, que com suas mãos, vão iniciar a reconstruir a cidade.Meu amigo PHD de todo o Brasil, você que fez muito ou pouco, não importa neste momento, tenha a absoluta certeza de que você estava lá representado, seu estado estava lá representado.E, repetindo a frase escrita na Bandeira que caminhava á nossa frente, queremos dizer do fundo do nosso coração: OBRIGADO BRASIL !!!PHD S.Pires

quarta-feira, 16 de julho de 2008

PÃO COM OVO E MANJAR BRANCO COM CANELA



É incrível como o cheiro e o gosto de coisas que comemos e bebemos nos remetem ao passado de forma instantânea e naquele momento, nos vem á cabeça cenas inesquecíveis que vivemos e sentimos em épocas passadas, muitas delas ocorrida há muitos e muitos anos atrás.
Toda vez que como Pão com Ovo Frito, aliás, tem coisa mais gostosa do que Pão com Ovo Frito ? , me vêm á mente recordações de minha infância e de quando cursava meu 2o. ano primário, na Escola Municipal do Bairro Guatapendava, lá pelos idos de 1967.
A escola era humilde, construída de taipa, coberta por telhas coloniais que de tão velhas, tinham a cor escura, o chão, coberto por tijolos crus.
Sentávamos de 2 em 2 e como eram gostosas aqueles bancos escolares, onde na nossa frente, tinha uma ranhura na mesa, onde púnhamos os lápis. No centro da mesa, tinha espaço para o tinteiro, que já não era mais usado naquela época.
O material que não usávamos na hora, era guardado debaixo da mesa, que se abria para a frente, como um baú.
Ficava na Fazenda dos Francischinelli, logo depois do sítio dos Morelli.
Íamos a pé todas as manhãs junto com outros colegas, que eram filhos dos colonos que moravam no sítio do meu avô e trabalham com meu pai.
Como era gostosa aquela época !
De manhã, minha mãe preparava pelo menos 2 vezes por semana, Pão com Ovo Frito, que era o meu lanche preferido.
Me lembro que o pão era do tipo Italiano, e era comprado todo sábado na cidade e guardado durante a semana toda, embrulhado em um guardanapo branco de pano, pois assim ele não endurecia tanto.
O Ovo, era frito com aquela casquinha escura na borda da clara, ficando a gema ligeiramente mole.
O sal era jogado em toda sua superfície, enfatizando seu sabor.
Ela cortava 2 fatias de pão, não muito grossa e no meio, colocava o ovo frito.
Quando misturado com o miolo do pão já não tão mole, soltava aquele aroma inesquecível e maravilhoso, coisa simples, coisa gostosa.
O recreio era aguardado com ansiedade por todos nós, e ao abrir a pequena bolsa de pano que usava como mochila, vinha aquele cheiro gostoso do lanche, preparado com carinho todos os dias pela minha mãe.
Comíamos rápido para poder brincar depois e me lembro muito bem que alguns não tinham condições de levar lanche para a escola e eu dividia o meu pão com eles, embora meio a contragosto.
Mas não era sempre que isto ocorria, pois a professora que se chamava Estela, e morava vizinha á escola, preparava a merenda escolar todos os dias, que era distribuída a todos nós.
Nunca vou me esquecer também dos dias em que minha mãe preparava Manjar Branco de Leite, coberto com Canela me Pó.
Ela o fazia com maizena e bastante açúcar, e colocava em uma xícara grande branca. Por cima, cobria aquele manjar delicioso com canela em pó.
Na hora de comer, a parte de cima tinha formado aquela casquinha endurecida, deliciosa, que ficava mais gostosa ainda com o gosto da canela.
Á medida em que ia comendo o manjar, ele ia ficando mais e mais cremoso até chegar ao fundo da xícara, que era raspada até o fim.
Depois de comermos o lanche, as meninas, que não eram muitas, se aglomeravam á beira da pequena clareira existente no terreno nú, onde os meninos jogavam “fubeca”, em um jogo que chamávamos de “biro”.
Era muito simples, 3 buracos em linha reta, 1 buraco a 90 graus.
O jogador tinha de ir acertando os “buracos” com a fubeca, fazendo o percurso de ida e volta.
Se errasse, o outro tomava a vez de onde parou, e assim por diante.
Quem terminasse primeiro, ganhava o direito de “fubecar” seus adversários, que nada mais era do que segurar a fubeca entre o indicador e o polegar, mirar a fubeca do outro e, sem piedade, soltar com a máxima força possível, buscando acertá-la. Ao acertar, ganhava a fubeca do adversário.
Se errasse, esperava a vez do outro jogar, e assim por diante.
No jogo, era permitido trocar as fubecas nas diversas fases, e o ganhador, ou seja, aquele que “fubecou” o outro, também tinha direito de escolher no saco de fubecas do perdedor, qual delas ele iria pegar.
Até hoje me lembro do barulho que as fubecas faziam, soltas naquele saquinho de pano que minha mãe costurou para mim guardar as minhas.
Tinha dias em que a brincadeira girava no pega-pega, que era disputado entre todos os alunos de todas as séries, já que a escola era pequena e na mesma sala, tinham estudantes da 1a. 2a. e 3a. séries juntos.
Terminada a brincadeira, me lembro que todos retornavam á sala suados, vermelhos e fedidos. Mas quem ligava para isso naquela época?
A classe era uma única sala e a professora Estela se revezava nas 3 lousas penduradas na parede da frente, e ia dando aulas para todos juntos.
Passava a lição para a 3a. série e enquanto isso, pedia para os alunos da 2a. e 1a. séries fazerem os exercícios da Cartilha que se chamava “Caminho Suave” e tinha na frente, uma meninha com um cachorro e alguns livros na mão.
Eu me lembro um dia, em que estava vendo a professora Estela passar a lição para a 3a série e eu, ainda estava na 2a, e fiquei só olhando.
Era uma lição de tabuada, e era a tabuada dos 9.
Pensei: Meu Deus do céu, como deve ser difícil esta 3a série ! E aquilo me causava espanto e ao mesmo tempo medo.
Ao falar com os alunos da 3a. série no recreio, eles que se sentiam os melhores da escola, também não era para menos, pois com aqueles exercícios de multiplicação com 2 números embaixo, me metiam mais medo ainda, ao afirmarem que era muito, mas muito difícil aquelas contas todas.
Ficava imaginando o quanto teria de estudar para fazer aquelas contas de matemática.
O tempo passou, a escola com certeza não mais existe, mas uma coisa eu nunca vou esquecer:
- Toda vez que eu como Pão com Ovo Frito ou então Manjar Branco com Canela, imediatamente sou transportado para aquela pequena escola, feita de taipa e de chão em tijolo cru e não tinha forro no teto, onde vivi momentos inesquecíveis de minha infância e onde aprendi a tabuada dos 9.
Acho que de todos os poderes que o ser humano tem, este de poder voltar ao passado ao sentir o cheiro ou gosto de alguma coisa, é um dos mais maravilhosos que existem.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

OS 100 ANOS DA MIGRAÇÃO JAPONESA AO BRASIL




Agora em Junho, comemora-se 100 anos desde a chegada do KASATU MARU, primeiro navio japonês que atracou no porto de Santos SP, trazendo as primeiras famílias japonesas para o Brasil.
Difícil imaginar o que passaria pela cabeça de cada um dos passageiros do Kasatu Maru, durante os intermináveis 52 dias de viagem entre o longíncuo Japão e o Novo Brasil.
Atraídos pela promessa de ganho fácil nas lavouras de café, onde anos antes imperava a escravatura, esses heróis japoneses deixaram tudo para trás. Sua pátria, família, tradições para se aventurarem em uma terra completamente desconhecida.
Na chegada ás fazendas de café, logo viram que foram enganados e que a promessa de riqueza seria a primeira decepção que encontraram na terra prometida.
Me lembro muito bem, lá pelos idos de 1970, quando aquele casal de japoneses arrendou as terras vizinhas ao sítio de meu pai.
Era um lindo casal, ele se chamava Mamoru Takaki e ela Kimico Takaki.
Recén casados e com uma disposição em vencer na vida que nunca tinha visto antes.
O sítio era um pedaço de terra abandonado e que nunca produzira nada e que antes, era habitado por um ancião que se chamava Batista.
Tinha um casebre feito de taipa e nada mais.
Ele não falava uma palavra em Português, ela já falava até que bem, o problema é que não falava muito.
Tinham uma amizade e um respeito por meu pai que era algo maravilhoso de se ver.
Os 2 ficavam ás vezes horas e horas trocando pouquíssimas palavras um com outro, mas nunca faltou respeito entre os dois.
De vez em quando, eu ia visitá-los e já dava para perceber que eles tinham uma tecnologia mais avançada do que em nossa.
Um exemplo que me lembro, foi que, embora a casa deles fosse toda de madeira, ele desenvolveu uma rede distribuição de gás que ia desde a cozinha até os quartos e com isso, ele tinha luz em todos os ambientes ao mesmo tempo, coisa que lá em casa não tínhamos, pois meu pai tinha só um lampião á gás que era levado de um cômodo a outro durante a noite, não permitindo luz em todos os cômodos.
Este detalhe me marcou muito e me lembro muito bem disso, além das técnicas de cultivo que eram compartilhadas com meu pai e vice versa.
Eram grandes amigos, tinham um respeito mutuo.
Quando o Mamoru contou que iriam iniciar o trabalho no sítio com uma plantação de rosas, todos os vizinhos acharam que ele era louco. Afinal, naquelas terras, plantar rosas?
Bem os meses se passaram, e de sol a sol, de domingo a domingo, eles trabalhavam.
A qualquer hora do dia que você fosse na casa deles, eles estavam trabalhando a terra e foram transformando aquele pedaço de chão em algo novo, devagarzinho as roseiras foram crescendo, brotando e aos poucos, maravilhosos botões de rosas de todas as cores eram cortados, embalados e encaixotados para serem vendidos no mercado municipal e até enviados a S.Paulo no CEASA.
Logo depois, arrendaram mais terras e iniciaram a plantação de tomates.
Foi nesta plantação que eu tive meu primeiro e verdadeiro emprego.
Eu deveria ter uns 8 anos e eles precisavam de gente para montar as caixas de madeira que iriam ser usadas para embalar os tomates colhidos.
Fui e me lembro muito bem quando ao final da semana, recebi meu primeiro salário da vida, fruto de muitas marteladas (algumas no dedão), que dei montando caixas de madeira para tomates.
Eles cresceram, adquiriram terras, depois adquiriram lotes na cidade de Itu, construíram uma bela casa, vieram os filhos que foram estudar em boas universidades.
Ele então, de tempos em tempos, voltava ao Japão para visitar os parentes e sempre voltava com histórias e alguma lembrança para o meu pai.
Não sei onde andam, não sei o destino deles, mas o que ficou em minha lembrança foi a vontade, a honestidade e a amizade que eles tinham para conosco.
Chegaram com uma mão na frente e outra atrás, trabalharam e construíram uma vida, fruto do suor e o trabalho de suas mãos.
Por isso eu admiro o povo japonês. São determinados e tem um relacionamento fechado no início, mas quando fazem amizades, o fazem por toda a vida.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O olhar feminino de uma viagem a Porto Murtinho



Olha só a história que a Chú escreveu depois da viagem a Porto Murtinho.... grande historia que merece ir para este Bloog.


Iniciamos nossa viajem quarta feira rumo a Porto Murtinho.Não imaginaria o quão divertida e emocionante essa viagem seria.
Marcamos a saída do posto ESSO na rua Marthin Luther, lá estavam nós todos prontos e ansiosos afinal seriam 1.800 km até nosso destino.
Saímos em 7 motos. Eu e meu querido Sergio, Geana e seu querido Alfredo, Marcos, Beber, o Chefe Chico e o amigo Bogo.
Roncaram-se as motos e lá fomos nós todos guarnecidos com nossas roupas próprias para o frio.
Ao longo do caminho uniram-se a nós os PRF, Reickzigel e Deiton.
A tarde prometia. Logo no início percebi que seria uma mudinha, pois meu comunicador tão esperado por meu querido não funcionara, eu só escutava, mas me impediria a comunicação com meus amigos ao longo do caminho, mas não me impediria de ser uma testemunha ocular de uma história encantadora.
Pelos caminhos pude observar o quão interessante é viajar com homens meninos e meninos homens.
Vou explicar. Todos tinham rádio comunicador, parece simples, mas para eles não.O rádio tornou-se um aliado a mais.Com ele romperam-se à distância e o caminho ficou eletrizante, rico de histórias e comédias.
Notei o fascínio que o mesmo exercia sobre os queridos. Os queridos no primeiro momento da viagem ainda estavam tomados pelo stress, pois todos saímos direto do trabalho para a viagem com exceção de alguns.Pois bem essa mistura de stress e ansiedade os acompanhou digamos lá pelos 200 km, sei lá. O importante foi o momento que cada um foi se soltando, parece que se entregando ao ronco de suas motos e assim as piadas foram saindo uma a uma.Os causos e as prosas foram se tornando cada vez mais estapafúrdios, mas singelamente hilariantes.
A paisagem foi ao longo do caminho mudando de cenário como se estivéssemos olhando cenas de um filme. Cada quadro, como se, pintado à mão. O cheiro do mato. O vento batendo em nossos rostos, o frescor da manhã. Que delícia!!!!
Um cenário delicioso, que somente em cima de uma moto se pode sentir.
- Hei!!!! Pessoal!!! Alguém aí, Chinoca, uhuh!!!
- Fala Chinocão
- Cadê você??? Está dormindo???
- Não. Aqui quem vos fala é o locutor da rádio PHD, com o patrocínio “Blusa seu revendedor WOLKSWAGEM para Blumenau e região”.
Ao longo do caminho foram contando a “estória” do nome NIOAQUE. Deus do céu, cada um com sua teoria sobre o porque do nome.E lá vieram mais besteiras.
- Nioaque porque os índios da localidade não conseguiam dizer NEW YORK. Dizia o Joaquim.
- Não! NIOAQUE originou de um nome indígena sei lá – dizia outro
- NIOAQUE porque Nio é de Mio e oaque é de conhaque.
E a definião do nome de Aquidauana!!!
Gente, o Joaquim disse que o nome Aquidauna surgiu porque lá viviam muitos gaúchos, que gostavam de dar o ..... bem, vcs já sabem o que né? E aí ficou Aquidaoanus, Dá pra acreditar?
E assim a viagem seguia. Não pensem que não falavam nada sério até falavam tipo
Olha o buraco
- Cachorro!!! Cachorro!!!
- O peru é meu e ninguém tem nada com o meu peru – Alfredo
- Não fique bravo estamos somente explicando que peru em espanhol tem outro significado divergente do Brasil -.Retrucava Chico
- Então... Finalizou Beber é isso mesmo que eu queria dizer o peru cada um que cuide do seu peru ahahah..... E a risada rolou solta.
Assim seguimos nosso caminho entre os deliciosos comes e bebes de todos os amigos que nos recepcionavam com muito carinho.
Entramos no Estado de Mato Grosso e nosso comboio aumentou consideravelmente, de lá de trás via o sol acompanhando nosso caminho sendo capricho em seus raios, de modo que o calor aumentava na medida que reduzíamos a velocidade das motos.
Caprichosamente um casal de araras azuis cortou a comitiva, como que nos cumprimentando pela chegada ao Estado do MS.
O entardecer no pantanal é supremo o sol caprichosamente foi delineando seus raios por entre as árvores e nos presenteando com imagens magníficas.
Já anoitecia quando chegamos a Porto Murtinho. Não acreditei no que estava vendo.
- Chú! O que é isso?? uma bandinha??? Para nós??
- Não acredito!!!!!
Eu não acreditava nem tampouco os demais que comigo estavam.Adolescentes se desdobrando para nos mostrar o seu melhor.
Fiquei deslumbrada. Havia brilho nos olhos das crianças, que entusiasticamente observavam os maiores como que os idolatrando.
Havia uma representante feminina no grupo de meninos guarda mirim.Não me agüentei e fui ter com ela.
- Há quanto tempo está nesse grupo?? Perguntei
- Há 4 anos respondeu ela, com o peito inflamado e em postura de sentinela, sei lá como se diz.
Tudo o mais que vi e senti a partir daí mudou de alguma forma algo dentro de mim e com certeza dos demais.
Um povo pobre, no fim do mundo, mas que ama sua terra e o lugar onde vivem.
Querem um exemplo o rapaz que apresentou o Touro bandido (turma verde) ele não só declamava, mas falava com o coração e ao fim de sua participação ele beija o chão.
Outro talvez na Chalana quando queria aprender a dança típica, minha mestra era uma enfermeira que foi estudar em São Paulo e retornou a sua terra natal.
- Motivo??? – perguntei
- Eu amo essa terra disse ela dançando graciosamente.
Pois bem gente.Vi muito e aprendi muito mais ainda.
Se pensam que acabei.Pasmem! Quando do nosso retorno, que delícia ouvir ao longo da estrada a frase.
- Deixem o Mário passar com a moto “Golden” do Lelê. Vamos cuidar desse garoto para que retorne bem- exclamou o Chico.
Dizem que para cada ação tem-se uma reação na mesma proporção. Essa frase eu pude comprovar nitidamente, na parada em um posto qualquer para abastecimento.
Carinho e dedicação concedido, retribuição espontânea e de coração. O César carinhosamente pegou um paninho e começou a passar cuidadosamente nas bolhas das motos, dizendo.
- A noite está chegando.Precisamos estar com as bolhas das motos limpas, pois todo o cuidado é pouco.
Gente!!! Quando e onde se vê atos assim. Pouquíssimos podem ter certeza.
Entendi então o significado de viajar de moto.Aumenta-se o circulo de amigos, quebram-se as barreiras das classes e os homens tornam-se tão somente homens desprovidos de cargos, status. Forma-se então uma grande confraria.
Eu, continuava mudinha e o Sergio, quando falava, gerava uma interferência geral em todas as outras motos. Solução: inventaram um TRADUTOR.
Isso mesmo, o pessoal fazia perguntas ao Sergio, que respondia por gestos de mão, que eram traduzidas pelo Bogo, que vinha atrás da nossa moto.
Ei pessoal, lá vem a maquina de costura, afinal esta moto do Sergio parece uma maquina de costura. E ai Sergio, tem cerveja neste teu freezer.
- Ele fez um “zerinho” com os dedos, traduzia o Bogo.
- Ah, isso quer dizer OK, ele concorda, dizia outro.
- Não sei não Bogo dizia, eu acho que este zero quer dizer outra coisa.....
- Ei, agora ele fez um gesto com o dedo apontado para cima, mas só um dedo o resto da mão está fechada !!!
- Ele está apontando para o céu azul.
- Não é não, Bogo dizia, eu conheço este sinal.....ele está mandando a gente pra aquele lugar.
Beber, que tal tomarmos este vinho que vc comprou hoje á noite? Eu até comprei lingüiça para acompanhar?
- Bem, veja, se for do interesse de todos, é claro que eu concordaria em tomarmos este maravilhoso vinho, afinal, somos todos amigos, Beber dizia.
- Este vinho vai azedar tomando todo este sol Beber, vamos tomar ele logo antes que estrague!!
Pois bem pessoal, fui uma testemunha ocular, tão somente, de uma viajem fascinante onde em minha bagagem fiz questão de rechear com momentos que ficarão guardados em minha mente e em meu coração.
- A propósito......
- Alguém cuide do buraco atrás do Beber, vai entrar um caminhão......
- Ih, entrou um caminhão atrás do Beber.
- Quem deixou entrar um caminhão atrás do Beber?
- Risos......................................

Beijos e obrigada
A mudinha, que não é mudinha.
Chu 12/06/2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

Viagem Fantástica a Porto Murtinho




Já estamos em casa depois de 3500 km de uma viagem fantástica a Porto Murtinho, e assim como nós PHD´s aqui de Blumenau, cremos que a maioria já está em casa também.
E não teria sido fantástica se não tivéssemos conhecido, por mais rápido que possa ter sido, um pouco da cultura da cidade e conhecido um pouco das pessoas e das crianças daquela cidade maravilhosa, escondida entre rios e planícies, num pedaço quase esquecido deste nosso Brasil.
Demos nada, voltamos com muito.
Não me refiro aos comes & bebes, não me refiro á fantástica hospitalidade oferecida nos jantares e almoços, todos, impecáveis.
Me refiro ás crianças de Porto Murtinho, verdadeiros tesouros.
Me refiro aos guardinhas perfilados um a um junto das motos.
Me refiro a banda à tocar em nossa chegada.
Me refiro ás duas meninas acrobatas que acompanhavam a banda que, descalças e de pernas nuas, se jogavam no asfalto cheio de areia como se estivessem dançando no palco mais lindo do mundo, tudo isso para nos impressionar.
Difícil não se emocionar, quando perguntamos a um humilde casal ao nosso lado o porquê estavam ali e poder ouvir a seguinte resposta: Aquela é minha filha!
Eles eram Pai e Mãe de uma das dançarinas acrobatas, e se encheram de orgulho para nos dizer que aquela era a FILHA DELES e que estavam ali orgulhosos em ter uma filha, não para ser explorada, mas para ser admirada como uma artista, como uma pessoa. Ela, é a heroína deles.
Me refiro ás 52 meninas do coral, 13 em cada uma das 4 fileiras daquele palco, que cantaram como nunca para nós. Difícil não chorar, todos choramos.....
Que vozes dóceis daquelas meninas.....
“Aqui esta a prova de que, com amor, carinho e dedicação, podemos transformar as pessoas, podemos dar a elas uma chance de serem cidadãs e de terem uma vida digna”
Vida digna, é tudo o que elas querem, quantas vão conseguir ninguém sabe.
Me refiro também aos jovens dançarinos que compunham o Touro Bandido e o Touro Encantado.
Fiquei imaginando o quanto ensaiaram, o quanto treinaram e o quanto se dedicaram para aquela única apresentação.
Terminado, fiquei imaginando o que eles sentiram. Com certeza ficaram orgulhosos por terem sido perfeitos.
De uma coisa tenho certeza, já estão pensando na dança do próximo ano, nos motivos, nas letras e nos ensaios que estão por vir.
Um dia, o Chico me falou de Murtinho.
Não entendia, agora entendo.
Queridos PHD´s:
Vocês são o motivo deles estarem lá.
Vocês são a razão do esforço deles.
Vocês são o Touro Bandido e o Touro Encantado deles.
Vocês são a única razão deles ensaiarem o ano todo, para ao final, mostrarem com orgulho o que conseguiram.
Nada pediram, muito nos deram.

Um, dia o poeta escreveu:

“A grama desenha o verde,
A árvore desenha o céu,
O vento desenha a nuvem,
A nuvem desenha o azul,
A água desenha o rio,
.......E o HOMEM desenha o tempo,
na exatidão do seu SONHO”

Amilcar de Castro

“Vida, Sonho, Esperança”.
Na letra de uma das músicas que cantaram para nós, está a razão da vida deles.
Viva Murtinho!!!

aPHD Sergio Pires.
Blumenau, 10 de junho de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A HISTÓRIA DO SABRE, DO CHAMPAGNE FRANCES E OS 3 FINAIS




A história que vou contar talvez seja a única neste Blog em que cada um dos personagens escreveu um final diferente, dando a sua versão para o fato ocorrido.....
Era festa de aniversário do Junior, nosso querido PHD Korb, aqui de Blumenau.
Fiquei sabendo que um dos presentes que ele iria ganhar seria um Sabre, e que fora especialmente comprado pelo PHD Chico e guardado a 7 chaves, esperando a data para ser oferecido de presente.
O Jr sempre tivera verdadeira paixão por ver o Chico abrir champagnes usando um sabre. Em sua casa, como não tinha ainda o instrumento, Jr utilizava as costas de um antigo facão para abrir suas champagnes, coisa de doido.
Eu então, sabendo que ele iria ganhar o sabre, com direito a estojo e tudo, pensei: ele tem de estrear este sabre em alto estilo. Nada de espumantes nacionais, nada de falsos champagnes, que nada, teria de ser um legítimo Champagne Francês, e dos bons.
E lá fui eu e comprei um francês, paguei uma puta nota pela garrafa e lá chegando, sem ninguém ver, botei no freezer da casa do Jr.
Conversa vai, conversa vem, chegou a hora da entrega do SABRE.
Fui então ao freezer e de lá tirei a garrafa francesa, geladinha.
Jr, disse o PHD Chico, comprei este Sabre há meses atrás e agora o passo em suas mãos, para que possa abrir suas champagnes em alto estilo...
E Eu, já de posse da francesa gelada em minhas mãos, emendei: Jr, esta aqui é para você estrear seu novo SABRE....
Emoção, quase uma comoção...
Jr, emocionadíssimo e orgulhoso, toma o rumo do quintal, com todos os convivas atrás dele para ver a estréia. Taças na mão, olhares fixos no Jr, no Sabre e principalmente na Francesa gelada.
Jr então prepara a garrafa, analisa o melhor ângulo, vê a direção do vento, chuta o cachorro para o lado, olha se não tem ninguém entre ele e tudo mais que consegue enxergar á frente e .... pááááá.....dispara o golpe mortal no gargalo da francesa, que solta aquele som gostoso, inconfundível e libera toda a pressão das bolhas que por anos ficaram aprisionadas naquela bela garrafa escura aguardando para ser degustada.
Você deve estar querendo saber os 3 finais desta história não está?

Então, lá vão os 3 finais, todos verdadeiros pois foram escritos com base nos fatos ocorridos:


Final 1: E lá se foi uma garrafa de champagne francesa estourada ao meio, vidro prá todo lado, uma dúzia de pessoas paradas com as taças na mão e olhando fixamente o precioso líquido, que escorria entre as mãos do Jr e tomava rumo ignorado através de um ralo, estratégicamente localizado sob os pés do anfitrião. .... pelo autor.


Final 2: Depois do inusitado, reuni os convidados e por unanimidade, resolvemos não entregar o Sabre ao Jr, pois ficamos imaginando o que ele faria com a sua família de posse de tal instrumento. O voto minerva foi da Kátia, mulher do Jr, que queria de fato, usar o Sabre para cortar o pescoço dele. “Onde já se viu quebrar uma garrafa destas, dizia ela sem parar”. .... pelo PHD Chico.

Final 3: “Juntam-se o cacos, mas não perde-se a amizade”. Continuamos todos cada vez mais unidos e festejando (com Sidra e sem Sabre) nossos momentos de alegrias. .... pelo PHD Korb, o Jr.

Blumenau, Abril de 2008.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A HISTORIA DA COMPRA E RESTAURAÇÃO DO JEEP DO ARTHUR




Sempre quis introduzir novamente o Jeep na nossa família, e as razões podem ser conferidas lendo a “História do Jeep na Família Pires”, que encartamos no início deste livro.
Os anos foram se passando e pouco a pouco íamos construindo as bases para a nossa família, sempre com muita luta, tanto minha como da mamãe.
Chegou o tempo da faculdade, depois vieram o Arthur e a Laís, mas a idéia nunca foi abandonada, ela só era postergada para o momento certo.
Quando chegamos em Blumenau em Fevereiro de 1995, pudemos conferir que haviam vários Jeep´s rodando pela região, com vários Jeep´s Clubes, mas ainda não era a hora certa, por motivos óbvios ($$$).
Em 2003, o Arthur completaria 15 anos e seria uma data que poderia ser o marco para que o sonho se realizasse.
Convencer a mamãe eu diria que não foi difícil, embora tivemos que, digamos, dizer a ela que seria um presente especial para o Arthur e ela concordou meio desconfiada (mas não contamos a ela naquele momento ainda, que haveria uma restauração $$$$).
Muito bem, passamos então para a fase de procura do Jeep.
Teria de ser um Jeep que não tivesse sido detonado em trilhas, e sabíamos que não seria tarefa fácil achá-lo, pois a maioria dos Jeep´s no Brasil são, infelizmente, judiados e usados á exaustão para brincadeiras em trilhas que detonam o veículo e outros, que são completamente desfigurados de sua forma original.
Fizemos alguns contatos que ficaram de nos avisar quando aparecesse um Jeep dentro das condições que havíamos solicitado.
Um dia, um telefonema nos dizia que haviam achado um Jeep, que estava parado há pelo menos 5 anos em uma garagem e que o dono havia resolvido vendê-lo, pois iria precisar do galpão para expandir sua gráfica.
Peguei o Arthur e fomos lá ver o bichinho. Estava coberto com uma lona tipo encerado, pneus murchos, totalmente empoeirado.
Olhamos e vimos que era um Jeep original, não tinha sido modificado e nem tinha sinais de trilha.
Era usado, muito usado, mas não em trilhas e sim em viagens pelo interior do estado e no interior do sítio que o dono da gráfica tinha, mas que, por longos 5 anos, permanecia parado, sem uso.
O valor que ele pedia era R$ 10.000,00, equivalente a U$ 5.000 na época. Fechamos o negócio na hora, até porque, sentimos que havia uma certa dúvida em vendê-lo ou não, já que o Jeep fazia parte da família dele por mais de 20 anos.
Então, após 40 anos, tínhamos novamente um Jeep na família Pires.
Voltamos e fizemos o cheque que foi entregue ao intermediário que fez o negócio, que ficou encarregado de pagar ao dono do Jeep e também de rebocá-lo até a sua revenda de carros e dar pelo menos uma lavada no bicho e onde ficamos de ir buscá-lo no dia seguinte á tarde.
Liguei então para o dono da garagem para saber se o Jeep estava pronto e se tinha dado tudo certo e, surpresa, ele disse que o homem queria desfazer o negócio, pois tinha se arrependido da venda, mas que ele mesmo o contestou, visto que havíamos fechado o negócio e eu inclusive já havia pago.
Me ligou depois de umas 4 horas, dizendo que o Jeep já se encontrava em sua garagem e que tudo havia dado certo, o Jeep era definitivamente nosso.
Fomos eu e o Arthur buscá-lo e enquanto isso, já havíamos combinado de levar o Jeep diretamente para uma oficina de restauração, para que pudéssemos ter o Jeep em condições de rodar e para que pudessem ser reparados os danos causados pelo tempo, que não eram poucos.
E lá fomos nós levar o Jeep até a oficina da Savel Veículos, aqui em Blumenau, onde o Sr Sílvio nos esperava para a avaliação inicial.
Ao ver o Jeep o Silvio se mostrou receoso de fazer o serviço, pois a especialidade deles era reparos de carros novos com pequenas batidas, mas aceitou a tarefa com uma ressalva: que déssemos o tempo suficiente a ele e que não pressionássemos por prazo, visto que faria o serviço nas horas vagas.
O Jeep foi então desmontado totalmente, confesso que deu medo ao ver o estado inicial do bicho.
E assim se passaram longos 8 meses desde que o Jeep deu entrada na oficina da Savel.
Eu e o Arthur fizemos pelo menos umas 30 visitas para ver o andamento e pudemos sentir e ver toda a evolução e envolvimento dos mecânicos na restauração do bicho, passo a passo, sem pressa.
No começo, todos demonstraram até certa má vontade, mas á medida que o serviço ia evoluindo, sentimos que toda a oficina estava querendo ver o resultado final do trabalho.
E assim o Jeep foi desmontado totalmente, lataria foi totalmente restaurada, jateada, repintada em câmera de pintura e tudo. Motor foi retificado, freios, pneus, parte elétrica, bancos foram adquiridos no ferro velho e mandados para serem cobertos, tapete, tanque foi feito pelo amigo Domingos em aço inox, cambio foi revisado, faróis e lanternas novos, enfim, o Jeep ia pouco a pouco sendo recuperado.
Gastamos ao todo R$ 6.000,00 ou U$ 3.000 na oficina da Savel, mais R$ 1.200 ou U$ 600 no motor, mais R$ 2.000 ou U$ 1.000 entre elétrica, bancos, santo Antonio, mais R$ 600 ou U$ 200 na capota e mais R$ 1000 ou U$ 500 com os 5 pneus novos.
Finalmente depois de 1 ano, ficou pronto e fomos buscar o Jeep que foi dado ao Arthur de presente nos seus 15 anos, no ano de 2003.
Foi nele que o Arthur aprendeu a dirigir em incontáveis aulas de volante que fizemos em um circuito especialmente construído no antigo reflorestamento da empresa, onde ele dirigia e eu ficava sentado á sombra, tomando uma cerveja que levávamos em uma caixa pequena de isopor, sempre aos domingos pela manhã.

E foi assim que adquirimos, recuperamos e trouxemos de volta o Jeep para a nossa família.
A Cê não sabe ainda ao certo o quanto gastei na recuperação do Jeep e certamente vai saber agora, lendo o texto.
Chiiii, vai sobrar prá mim...... um beijo Cê ....



Blumenau, SC, abril de 08

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A História do Jeep na Família PIRES





Querido Arthur,
Nos idos de 1950, o seu avô José e sua avó Lidia, iniciavam suas vidas como casal e construíram sua casa no sítio do seu bisavô Luis, que localizava-se a aproximadamente uns 20 km do centro de Itu, em uma localidade denominada Taperinha, que ficava depois do sítio dos Candiani e antes do sítio dos Morelli.
Viviam todos como uma grande família, e no sítio, além do seus avós, moravam também seu bisavô Luis Rodrigues e sua bisavó Cecília, além dos colonos que ocupavam diversas casas espalhadas pelo sítio e cultivavam as terras em sistema “de meia”, ou seja, 50% do que colhiam ficava com o dono da terra e 50% com os colonos. Não é como hoje, em que nem existem mais donos de terra dispostos a ceder suas terras para outros menos favorecidos possam plantar.
Os sítios vizinhos, todos eles eram ocupados por parentes e amigos que cultivavam uma amizade intensa e leal entre si.
Eram da família Candiani, Cristofoletti, Morelli, Vaz, Zanoni, Braganholo, Franchischinelli , entre outros que não me lembro mais. Todos Italianos, gente boa, gente feliz, gente honesta.
Foi assim que seu avô (Pires) conheceu a sua avó (Candiani) e se casaram.
Eram todos amigos, do tipo de que, quando um matava um porco, separava para o vizinho, não os ossos e as sobras das carnes, mas tinha-se o costume de presentear o vizinho com o melhor do porco, como o lombo ou o pernil.
Da mesma forma, seus avós ao receberem visitas, ou mesmo sem receber, levavam até o sitio vizinho não a sobra da colheita de uva, mas os melhores cachos das melhores uvas que eram colhidas. E sempre voltavam com alguma coisa, seja queijo, leite, manga e outros.
Era uma questão de respeito, de pura amizade sem qualquer interesse.
O sítio do seu avô era um sítio lindíssimo, e seu avô era um grande empreendedor.
Vida difícil, mas ele diversificava muito a produção do sítio, e lá cultivava arroz, alho, cebola, café, tinha cavalos, burros, vacas para leite, porcos, galinha. Nunca vi seu avô sem dinheiro, tinha pouco, mas sempre tinha.
Mais tarde, lá pelos idos de 1962/1963 ele iniciou um grande empreendimento de criação de frangos para abate, o que não deu certo, mas eu ainda me lembro dos enormes galpões que foram utilizados para a criação e onde brincávamos quando criança. Chamávamos os galpões de “ranchão”.
Tinha também o “ranchinho”, que era menor e era onde ele guardava os vinhos que fazia e que ninguém podia chegar perto nem fazer barulho, pois segundo ele dizia, “azedava o vinho”. Prá mim, ele dizia isso prá ninguém ir lá beber o vinho dele
E tinha também a “tuia”, que é onde ele guardava o arroz, o café e o milho que colhia e ficava guardado até os preços subirem para então vender no mercado em Itu.
Anos depois, com a queda de preços do café que houve na época, ele iniciou a plantação de uva, da espécie Niágara, passando a ser um produtor de grande qualidade e chegou inclusive a fazer um pouco de vinho, somente para o gasto da família.
A produção de uva ele vendia para feirantes no mercado municipal de Itu e também, ele vendia á beira da Rodovia Castelo Branco, onde ele lotava a caminhonete no domingo de manhã e ficava o domingo inteiro com sua avó e só voltava para casa, quando todas as caixas haviam sido vendidas.
O sítio era cortado por 2 rios, e em um deles, seu avô instalou um sofisticado sistema de bombeamento de água, que abastecia todas as casas do sítio através de uma bomba movida a pressão d’agua, sem qualquer uso de energia elétrica, a bomba chamava-se “bomba de martelo”.
Até hoje, ao fechar os olhos, posso escutar o som que aquela bomba fazia noite e dia, com um som de batida contínua e com isso, bombeando água potável para todos nós.
Naquela época, ter um carro era um enorme diferencial e eu me lembro como se fosse hoje, do Jeep que seu avô possuía, sendo que aquele era o primeiro veículo que nossa família teve e foi aquele o primeiro veículo que eu andei na vida.
O Jeep era Willys, acho que ano 1965 ou 1966, não tenho certeza disso. A cor era marrom claro e nunca vou me esquecer do barulho dos pneus que ele fazia quando vínhamos para a cidade aos sábados fazer compras e eu viajava no banco da frente, com a cabeça para fora, e ficava olhando a roda da frente girar e ouvindo aquele zumbindo que o pneu original do Jeep faz ao andar no asfalto.
Nunca irei me esquecer também da minha primeira grande viagem da vida, em um passeio que fizemos com o Jeep até Pirapora do Bom Jesus, e naquele dia, sua bisavó Cecília estava junto e eu me sentei com ela no banco de trás do Jeep.
Foi um dos únicos passeios que eu me lembro que fizemos assim mais longe, e me lembro como se fosse hoje dos preparativos que fizemos, como preparar o almoço: frango, farofa, pão, doces, e comemos tudo aquilo ás sombras de enormes bambuzais que se situavam ás margens da Rodovia dos Romeiros que liga Pirapora a Itu.
Em me esforçando um pouco, posso lhe garantir que sinto o cheiro daquela comida maravilhosa que sua bisavó fez.
Nunca vou me esquecer também de uma façanha do Jeep e do seu avô.
Foi no casamento de minha Tia Tica, irmã de sua avó. O casamento foi um acontecimento na capela que ficava no sítio do seu bisavô Mingo Candiani. Todos foram ao casamento e acho que deveriam ter ido umas 200 pessoas, a maioria vinda da cidade, com carros menores e alguns caminhões.
Chovia, mas chovia como nunca eu tinha visto antes. Já era tarde, acho que umas 7 ou 8 horas da noite quando a cerimônia terminou e todos se preparavam para a grande festa, como era de costume de todos que casavam naquela época.
Para chegar ao local da festa, tinha de atravessar um pequeno riacho, e á medida em que chovia mais e mais, a água do riacho subiu, fazendo com que praticamente ninguém conseguisse atravessar.
E aí, chegamos nós com nosso Jeepinho. Eu me lembro que eu estava muito arrumado, até tinha tomado banho. (no sítio, nós só tomávamos banho aos sábados, sendo que este costume era comum para todos os moradores de sítios naquela época).
Seu avô chegou, parou á beira do rio e calmamente engatou o 4 x 4.
Toda aquela multidão ali parada, tomando chuva e molhados como uns pintos, e nós dentro do Jeepinho, só esperando meu pai terminar de girar as borboletas da roda, engatando de vez a roda livre.
Depois, calmamente ele engatou uma primeira e tocou o pé.
Passou sem problema algum, e todos aplaudiram a façanha, foi maravilhoso filho.
O seu avô nos levou para a casa onde seria realizada a festa e voltou, sabe para que? Para buscar os noivos que estavam do outro lado do rio sem poder passar. Sim, o noivo e a noiva chegaram para o local da festa dentro do nosso Jeep!!!
Depois disso seu avô se dispôs a ajudar todo mundo a atravessar o rio e lá ficou por mais de 2 horas, indo e voltando pelo riacho adentro, passando todo mundo e o Jeep dele chegou até a rebocar um caminhão, que ficou atolado ao tentar atravessar o rio e, o Jeep, forte e valente, arrastou todo mundo.
Se quiser conferir esta história, pode perguntar a minha tia Tica que ela vai confirmar a você assim como o seu tio Darcy e o tio Orlando que devem se lembrar desta passagem maravilhosa de nossa infância.
Não sei o porquê seu avô o vendeu, mas o Jeep foi nosso primeiro carro, motivo de orgulho, motivo agora de grande saudade.
Filho, ao te dar este Jeep, estou resgatando um pouco da história da nossa família e um pouco daquilo que vivi no passado, um passado maravilhoso, cheio de conquistas, cheio de trabalho, cheio de alegrias, cheio de saudades.
Que este Jeep possa ficar contigo por toda a vida e que possa trazer a você num futuro distante, as mesmas lembranças que me trazem agora, ao relembrar minha infância lá pelos idos de 1966/1967, naquele sítio que vivi parte de minha vida.
Foi comprado de coração, foi restaurado de coração e é dado a você de coração, se puder, fique com ele para sempre, se não puder, eu vou entender.
Ao entrar dentro dele, é como se eu estivesse entrando naquele Jeep do seu avô Zé, aquele valente Jeepinho que me fez recordar de tudo isso agora.
Felicidades com ele meu filho, cuidado e juízo, e que Deus te proteja.
Papai, primavera de 2008, em Blumenau SC.

domingo, 16 de março de 2008

AO MEU AMIGO CHICÃO.


AO MEU AMIGO CHICÃO.


Muitas coisas na nossa vida podem ser compartilhadas


Muitas delas, ás vezes materiais, ás vezes emoções, ás vezes momentos bons e momentos não tão bons.
Nada porem tem mais valor do que compartilhar amizade.
E não é fácil não.
Existem amigos e amigos.
Existem amizades e amizades.
Amigo que é amigo, não liga para as coisas menores e fulgares desta vida terrena.
Amigo que é amigo, deseja sempre o bem ao outro.
Divide as elegrias e nos momentos de tristeza, nem precisa estar junto para prestar sua solidariedade.
Ter um amigo vale muito mais do que mil barras de ouro.

Meu amigo Chicão.
Hoje vc completa meio século de vida....
Está em outro país, fazendo o que mais gosta, ou seja, compartilhando amizade.
Que seus amigos que estiverem a teu lado, possam, todos eles, te dar um abraço, um abraço sincero.
Nós estamos aqui, na luta.
Mas, como amigo se guarda no lado esquerdo do peito, saiba que nós também daqui, estamos também te abraçando e do fundo de nosso coração, lhe desejamos mais 50 anos de muita energia, muita estrada e sobre tudo, muitas novas amizades.
Mas que estes novos amigos possam ser verdadeiros amigos.

Hoje, é Domingo de Ramos.
Dia muito especial.
Que Deus lhe abençoe.

Um abraço, amigo Chicão Cinquentão.
Feliz Aniversário!!!

APHD Sergio Pires.
Blumenau, Brasil, Dezesseis de Março do ano Santo de dois mil e oito após o nascimento de Cristo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O NATAL DE MARIANA


A história que vou contar me foi contada há alguns anos atrás por um amigo que dedicou e ainda dedica a sua vida pela vida do próximo.
Admiro muito esta pessoa, pois hoje em dia, não se acham muitos que se dispõe a trocar o conforto de casa ou mesmo, que se dispõe a abrir mão de uma carreira profissional e mais ainda, da família ou da formação de uma, para simplesmente abandonar tudo e se dedicar a servir ao próximo.
Vida dura, vida difícil.
Tive o prazer em conhecê-lo aqui na nossa cidade e todo final ano nos encontramos e ele nos premia com sua presença em nossa festa de encerramento quando nos dá uma santa benção de Natal.

A história que vou contar abaixo foi postada pois achei que poderia postá-la aqui neste bloog neste Natal, para que mais pessoas pudessem lê-la e também sentir um pouco mais próximo a presença Daquele que comemoramos o aniversário neste mês de Dezembro.

A história se passou num Hospital público em S.Paulo, na época em que ele lá servia como padre, e na sua humildade e solidariedade, havia justamente escolhido a área de soropositivos do hospital, e como me disse, era ali que poderia levar uma palavra amiga a muitos daqueles que tinham tão somente alguns minutos de vida nesta terra.
Sofrimento e dor, lágrimas e paixões, arrependimentos, choros e perdão era a rotina enfrentada por ele no dia a dia.

Dentre tantas histórias de vida, uma delas ele nunca esqueceu, a história da Mariana.


A Mariana havia nascido de pais soropositivos, e seu pai nunca ninguém soube quem era.
Sua mãe, na pobreza e na humildade que tornam todas as mães Santas, deu a luz naquele hospital a uma linda menina e logo depois, também partiu para junto de Deus, deixando Mariana no hospital ainda muito pequena, porém cheia de vida.
Olhos escuros, olhar aguçado, queria ver todos e virando seus olhinhos pretos e procurava entender o que se passava ao redor daquele berçário cheio de crianças cheias de vida e que a todo instante, eram abraçadas e levadas pelos seus pais com alegria.

Através dos vidros que isolavam o berçário, aquelas crianças eram observadas por seus pais que dias depois, vinham buscá-las sempre com festa e sorrisos.
Menos a Mariana, que ia ficando e ficando, afinal, quem viria buscá-la se não existia ninguém neste mundo que a conhecesse?
O Hospital, por regra não permitia que recén nascidos permanecessem por mais tempo do que o necessário na internação, mas onde levar Mariana?
Ela não poderia ser simplesmente enviada a um órgão publico para adoção, afinal, ela sendo também soropositiva seria muito mais difícil e penosa sua adoção.
O que fazer então com Mariana?
Sem solução á vista e contrariando as regras, ela foi adotada por todos os funcionários do hospital.
De manhã, ficava junto as arrumadeiras, que a levavam de quarto em quarto, davam banho, comida, á tarde era vez das cozinheiras e pessoal da limpeza, á noite era vez das enermeidas . Comia e dormia sempre em lugares diferentes, era cuidada como ninguém e recebia um amor imenso de todos os funcionários daquele hospital.
Por longos 3 anos, ela foi mantida no hospital sem que ninguém soubesse.
Era amada, cuidada, e recebia de todos tudo aquilo que sua mãe não conseguiu dar a ela em vida.
Era noite de Natal.....
Como sempre, uma missa de Natal era celebrada na capela do hospital.
Missa concorrida, os internados faziam fila para entrar e receber a benção de Natal, que sempre era dada ao final da cerimônia com o Menino Jesus na manjedoura.
E naquela noite, a capela estava lotada, gente e mais gente se acumulava entre bancos e corredores, gente em pé e até sentadas no chão.
O bispo, rezou uma missa linda e todos aguardavam ansiosos a benção de Natal.
Mas, cadê o Menino Jesus na manjedoura? Onde está o menino Jesus que aqui estava?
Por um mistério que ninguém conseguia explicar, o Menino Jesus havia desaparecido da manjedoura e, sem ele, como dar a benção ao povo que aguardava?
E ai alguém se lembrou da Mariana.
Sim !!! a Mariana, por que não?
Ela seria o Menino Jesus na manjedoura naquela noite especial de Natal. Ela seria a benção de Deus a todos os presentes.
Rapidamente começaram a procurar a Mariana e rapidamente lá estava ela, deitada na manjedoura.
Com seus olhinhos pretos, olhava para todos os lados, feliz da vida por lá estar.
O bispo, erguendo a manjedoura com a Mariana dentro, deu a benção ao povo.
E foi a benção mais linda que haviam recebido em todos aqueles anos.
Ao baixar a manjedoura, Mariana lá estava.
Seu corpinho, imóvel, já sem vida.
Naquele exato instante da benção de Natal em que a manjedoura era erguida, Mariana subia aos céus.......


Que neste Natal de 2007, tenhamos no coração o amor e o perdão como símbolos máximos de nossas festas.
E que a Mariana possa nos abençoar também, afinal, um dia ela substituiu o próprio menino Jesus aqui na terra e, hoje, está ao lado Dele lá no céu.

Feliz Natal
dezembro de 07

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

QUANDO EU PASSAR EM FRENTE AO TEATRO



Hoje foi o ultimo espetáculo que assistimos dela, e pudemos aplaudi-la de pé pela ultima vez, e a aplaudimos como nunca.
Quase menina moça, se destacava entre as outras e podíamos sentir desde o palco, a sua vibração nesta sua ultima apresentação.
E lembrar de quando pequena, sempre exigente consigo mesma, não se permitia errar, cuidava de todas, cuidava dos ritmos, queria a perfeição do grupo.
Treinos e mais treinos, horas e mais horas na busca constante pela perfeição dos movimentos, que sempre vinha.
Que gostoso que era, ao final de cada noite ir buscá-la e ganhar um beijo gostoso no rosto quando ela entrava no carro, e ouvir aquele : Oi pai, tudo bem?. Com foi o seu dia ?
Por mais difícil que tivesse sido meu dia, a resposta a tão adorável pergunta era:
- Oi filha, meu dia foi ótimo. E como foi o seu treino?
E ela: - Não é treino pai, é ensaio.......
Sempre pra cima, não me esquecerei jamais da sua agitação e do suor que carregava no corpo pelo treino duro que acabara minutos antes e nunca me esquecerei da sua paixão pelo sapateado.
Nunca me esquecerei também o dia em que fui buscá-la de moto. Ela, chorando que estava, seguramente por algo que não dera certo, me disse que naquele dia, o melhor que havia acontecido a ela foi eu tê-la buscado de moto, e com o vento no rosto, foi acalmando o seu coração.
Ao final de cada ano, vinham os espetáculos, sempre 3 dias de pura emoção.
A sessão de maquiagem, a tensão momentos antes, o barulho dos camarins, o teatro cheio, crianças, muitas crianças, pais, avós, tios, enfim, todos marcavam presença e vinham ver o resultado de mais um ano de intensa dedicação.
Como esquecer a entrega dos bouquês que sempre fazíamos ao início de cada primeiro dia de apresentação, e como nos esqueceremos dela, que ao final do show, vinha caminhando em nossa direção sorridente, carregando seu buquêt de flores e feliz da vida, satisfeita pelo resultado apresentado.
E a cada ano, fomos notando a evolução que vinha de seus pés, de seus movimentos, de seu prazer em dançar.
Hoje, ao dar o ultimo passo, ao fazer o ultimo movimento, o ultimo som que veio daquele palco, não contive minhas lágrimas, lágrimas de pura emoção.
A imagem do palco se fechando marcou como nunca este período maravilhoso em que vi minha filha dançar no Teatro Carlos Gomes, aqui em nossa cidade.
Que a dança que encantou a todos nós possa significar para você minha filha, muito mais do que espetáculos, que possa significar a você que somente com muito suor e determinação, se alcançam as verdadeiras vitórias e que estas estão acima de enganações e trapaças.
Você já é uma vencedora, e pode dar exemplo a tanta gente que nada quer da vida, que não valoriza o esforço e que não sabe o quanto difícil é atingir a perfeição.
A mim, só me resta agora passar em frente a aquele teatro e lembrar com muitas saudades e poder dizer :
- Um dia, minha filha aqui dançou, e dançou como nunca !
E eu, tive a felicidade de poder aplaudi-la por 10 anos seguidos, sem nunca ter pensado que um dia, seu sapato iria silenciar......e hoje ele silenciou.....
Que a dança da vida possa um dia te levar de volta ao palco e que eu possa estar novamente lá para te aplaudir.
E vou aplaudir como nunca !

Papai
Natal de 2007.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

SERIA OBRA DO MEU ANJO DA GUARDA ?




É engraçado como certas coisas acontecem na nossa vida e muitas vezes não nos damos conta de que tudo não passa de uma simples obra do nosso ANJO DA GUARDA.
A história que vou relatar é uma delas, que somente me dei conta de foi uma mãozinha do meu Anjo da Guarda, depois de passado a raiva, o desapontamento e por que não dizer, o susto pelo ocorrido.
A história a seguir é verdadeira e aconteceu conosco no ultimo final de semana.

Há tempo planejávamos esta viagem até Aparecida do Norte, cidade maravilhosa que abriga a monumental catedral da Virgem de Aparecida, ou Catedral de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a padroeira do Brasil.
Saímos cedo de Blumenau com determinação fixa de chegar ainda de dia em S.José dos Campos, onde dormiríamos em um confortável hotel, para no dia seguinte, rodar mais 85 km e podermos assistir a missa matinal de sábado.
E assim o fizemos, viagem maravilhosa apesar da chuva que nos castigou no ultimo terço da viagem e que nos fez dobrar a atenção na subida da serra do mar pela Rodovida dos Tamoios, que pegamos na cidade de Caraguatatuba, litoral norte de S.Paulo e chegamos ao cair da noite ao nosso destino.
Chegamos todos bem, cansados mais felizes por ter completado o primeiro trecho da nossa peregrinação, com direito a um animado brinde no jantar, rodeado de amigos que conosco dividiram os 920 km pilotados no primeiro dia.

Sábado cedo, motos alinhadas e encilhadas e partimos todos, chegando as 08:30 e estacionando as motos na sombra da esplendorosa basílica de Aparecida.

A basílica é monumental pela sua imponência, mas o mais incrível é a sensação de paz, de ternura e de tranqüilidade que você sente ao adentrá-la. É difícil descrever esta sensação. As pessoas lá dentro são humildes, mas se nota a imensa fé que milhares de romeiros demonstram ao vislumbrar a entrada da Virgem Santa por uma das asas da Basílica. Poder abraçar os amigos que nos acompanhavam e outros que lá se juntaram foi realmente muito bom e ainda melhor, poder agradecer por etapas vencidas, por dificuldades enfrentadas e ao final pedimos uma benção e proteção especial para todos nós para que voltássemos salvos a nossos lares.(o grifo você vai entender mais para frente).
Motos alinhadas e novamente estávamos na estrada, agora com destino a nossa terra natal, nossa querida Itu, onde parentes nos aguardavam para um animado jantar.

Paramos em um posto na Dutra onde abastecemos as motos e era hora de abastecermos a nós também.
E foi neste ponto que pergunto novamente: TERIA SIDO MEU ANJO DA GUARDA?.
No piso do posto de gasolina não havia absolutamente nada, nenhuma pedra, nenhum obstáculo, absolutamente nada que pudesse sugerir qualquer situação de perigo para que minha moto não pudesse passar por aquele local.
Porém, depois do ocorrido, fui conferir e havia sim um grande obstáculo.
O obstáculo a que me refiro não media mais do que 1 cm de comprimento e não mais do que 3mm de altura, porém foi exatamente neste obstáculo de metal, exatamente neste minúsculo pontinho que o cavalete central de minha moto enroscou e como era de aço, foi forte o suficiente para que houvesse um tranco no cavalete que é preso embaixo da moto na caixa de câmbio, que acabou por danificar a caixa da minha BMW.

Pés no chão, óleo vazando por todo lado, minha viagem de moto se encerrava neste exato momento.....

Pergunto: De quem mais poderia ser a obra, senão do meu ANJO DA GUARDA?
O que viria pela frente sem esta quebra?
O que aconteceria conosco, caso continuássemos?
Aconteceria algo?
Chegaríamos em segurança em casa?
Ninguém sabe e nem nunca saberemos.....

O certo é que na hora nem me lembrei de minha prece na Basílica, onde pedi proteção ao voltar para casa e entendi o recado. Vim a pensar nisso depois, já dentro do carro de apoio vendo meus amigos felizes á frente.

Então fiquei feliz por não estar mais em cima de minha moto e mais feliz ainda, vir dirigindo a Land Rover e olhando meus amigos de costas para mim, felizes, e sabendo que eles voltariam a salvo para casa, pois caso contrário, um pequeno obstáculo os teria barrado também.

Obrigado a Nossa Senhora da Aparecida, que nos trouxe a todos salvos a nossa casa.
Quanto a minha moto? Chegou também a oficina em Florianópolis, onde aguarda conserto e logo logo, estaremos novamente viajando juntos, felizes.

Se algo parecido vier a acontecer contigo, não fique nervoso nem desapontado, pois seguramente terá sido obra do SEU ANJO DA GUARDA!
Que ele olhe por você e o proteja sempre.

Blumenau, outubro de 07
Até a próxima....

sábado, 14 de julho de 2007



Caríssimos.
Além de tudo, o Edson era um grande amigo,
Era um daqueles poucos amigos que, se vc necsssitasse da sua camisa, ele não pensava 2 vezes, a tirava e ficava sem nada.
Era daqueles amigos que nunca te deixava na mão, e nos mostrou isso nos muitos passeios de moto que realizamos juntos.
O Edson cuidava de todos durante a viagem e sempre ia no fim da fila, nem que o ultimo fosse a 60 km/hora, não importava, ele ia junto com o ultimo, trazendo o mesmo nem que fosse carregado, mas trazia.
Invocava com todos que tentavam mexer com o grupo nas viagens que fazíamos, a ponto de tocar a moto em cima de algum famigerado motorista de carro que tentasse se intrometer no meio do nosso grupo.
Nós que andamos de moto com ele, que participamos de muitos encontros de motociclistas, e que com ele, fundamos o E DEVAGAR MAS É RAPIDO - MOTO CLUBE, sabemos de como ele era.

Aqui na empresa, era da mesma forma.
Era um profissional que eu gostava muito, pois com seu estilo incomparável de "pit bull", não media esforços para dar a tarefa como cumprida.
Causava incômodos as vezes, mas no final, todos reconheciam o seu trabalho.
O Edson me ajudou muito, mas muito mesmo. O Edson jogava para o time, pois não se conformava com derrotas, para ele, a vitória era o que interessava.
NUNCA se negou a cumprir um pedido meu, nem que para isso, tivesse que sacrificar o que quer que fosse, ele cumpria a risca, e só ia embora, quando a tarefa estava cumprida.
Nunca foi me esquecer de um domingo a noite, quando ele me ligou de uma facção não sei de onde, pois tinhamos que fechar um pedido para exportação.
Eu não sei como, mas ele conseguiu fazer aquela facção inteira trabalhar todo final de semana, com todos juntos e PAGOU com o proprio bolso pizza para todo mundo que veio trabalhar. E fechamos o pedido..... E me ligou, dizendo ! "Chefe, pedido fechado, não se preocupe pois vai faturar e embarcar"
O Edson era assim, um lider que defendia seu grupo como ninguém, e defendeu a unidade de Blumenau até o ultimo dia em que aqui esteve.
Ninguém mexia com o seu povo, pois ele não permitia que isso acontecesse.

Hoje, ele foi chamado a um plano superior, pois quem morre passa a um plano superior e muda de aspecto apenas.
Que o Edson seja lembrado por todos nós como aquele ser humano fantástico, aquele ser humano que dava tudo de si pelo que fazia e que seja lembrado para sempre aqui, como um dos GRANDES profissionais que por aqui passaram, deixou sua marca, deixou saudades e por ele, todo o nosso respeito.
Edson, que vc continue sendo um pit bull neste plano superior.
Anexo, uma foto das muitas reuniões de motociclistas que realizamos e, como não poderia deixar de ser, era ele quem comandava tudo, com alegria e com muito amor.
O Edson colocava amor em tudo que fazia, porisso, era um ser especial.
Um ser humano como poucos que conheci.

S.Pires.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

O poder do perdão.

Esta semana, ouvi uma história verdadeira e que muito me tocou, porisso, gostaria de compartilhá-la com vocês.
A história me foi contada por um padre, que trabalhou por muitos anos na penitenciária do Carandirú em SP, e foi no Carandirú que o fato ocorreu:

A função dos padres na penitenciária, era mais do que dar suporte espitirual aos presidiários, mas mais do que isso, era ouvi-los, era dar e mostrar perspectivas de vida, conselhos e um conforto para os longos anos que muitos daqueles iriam passar lá dentro, pelos inúmeros delitos que cometeram na vida.
E assim era.
Tinha então um jovem, tido como um grande brincalhão, que fazia a todos rir com suas piadas e brincadeiras, amigo de todos e tido como um preso de excelente comportamento.
Porém, as 5as feiras, este jovem se transformava completamente.
Acordava cedo, e se mantinha durante toda a manhã com a cara fechada, completamente diferente dos outros dias da semana.
As 5as. feiras era dia de visita, dia em que os familiares se concentravam em frente ao portão do presídio, trazendo sacolas com mantimentos, livros, enfim, todo tipo de material que pudesse ser entregue a seus entes que lá se encontravam presos.
Toda 5a. feira, a mãe deste jovem, uma senhora já perto dos 65 anos, misturava-se a multidão lá fora, e aguardava pacientemente a hora da abertura dos portões para entrar e visitar seu filho.
Religiosamente, toda 5a. feira ela vinha visitá-lo, e isto já ocorria por anos e anos a fio sem nunca haver faltado um unico dia sequer.
Portava uma sacola de plástico estampada, sempre a mesma, e dentro dela, todos os guardas já sabiam o que havia:
- Tinha uma fruta e um pedaço de bolo.
Era conhecida de todos, tanto é que era a unica senhora que entrava para a visita sem ser revistada, e todos sabem o quanto é degradante e humilhante para uma mulher, ser revistada antes da entrada em um presídio.
Quanto o encontrava lá dentro, o filho ia em sua direção de cabeça baixa e caia em lágrimas e chorando copiosamente.
E ficavam horas a fio juntos, conversando.
E todos se perguntavam o porque da transformação, o porque do jovem alegre durante os dias da semana, se portava daquela maneira as 5as. feiras.
Um dia, quanto estavam juntos ela e a mãe, ele então chamou o padre para perto e disse que tinha algo a lhe contar.
E ele então contou....
De fato, aquela velha senhora que vinha lhe visitar todas as 5as. feiras sem nunca ter faltado, não era sua mãe.
Ela era a mãe do jovem que ele havia matado.
Foi durante um assalto, o jovem morto era motorista da telefonica, guiava um fiat e ele o assaltou.
Como ele não tinha dinheiro, sacou o revolver e o matou.
Foi capturado no dia seguinte e foi levado ao velório do jovem, para que pudesse ver o sofrimento da familia enlutada.
Neste instante, a mãe então toma a palavra e diz.
Estávamos todos reunidos em volta do caixão, numa ultima homenagem a meu filho querido, quando chegaram com o jovem que havia cometido o crime.
Imediatamente pensei, o meu filho já está em boas mãos, está nas mãos de Deus e não precisa mais de mim.
Mas este jovem aqui, este sim já foi condenado por toda a sua vida e vai precisar muito de mim
A partir de hoje, eu vou cuidar dele até o fim de minha vida.
O padre perguntou o porque da fruta e do pedaço de bolo, o que ela respondeu:
A fruta é porque ele gosta muito, e o bolo, é o bolo que meu filho mais gostava, porisso, trago sempre o mesmo bolo toda 5a. feira.

E esta foi uma das histórias mais emocionantes que eu ouvi, e mostra o tamanho de um coração de mãe, e o quanto um coração de mãe pode perdoar.

Portanto, meus amigos, o perdão é um dom divino, e sincieramente, não vale a pena continuar vivendo sem perdoar.
Se tiveres algo a ser perdoado, perdoe.
Se tiveres algum ponto pendente com sua esposa ou marido, perdoe.
Não vale a pena viver sem perdoar...
Por hoje é só.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Santa Felicidade - Reencontrando Amigos.


O nome Santa Felicidade, que é um bairro localizado em Curitiba-PR, e que concentra um grande número de restaurantes, não poderia expressar melhor o sentimento de todos neste ultimo sábado quando do reencontro com nossos amigos de S.Paulo, para um almoço, um papo e um charuto.
Só mesmo o motociclismo é capaz de promover um encontro assim, onde os amigos de Sorocaba-SP percorreram 746 km ida e volta pela BR 116, e nós, de Blumenau-SC percorremos outros 500 km ida e volta pela BR-101 para nos juntarmos a outros amigos de Curitiba para um animado almoço no famoso Madalosso, restaurante italiano, especializado em massas e coisas do tipo.
Mesa farta, comida maravilhosa e nem deu tempo direito de colocar a proza em dia e já era hora de meia-volta vou-ver a todos, para que pudéssemos ainda aproveitar o jantar em casa, o que foi cumprido por ambos os grupos.
Nós em Blumenau, ainda pudemos aproveitar um jantar regado a frutos do mar e vinho branco e o pessoal de Sorocaba, também chegou a tempo de tomar um belo chopp gelado em casa.
Aprende-se muito em qualquer viagem de moto e nesta viagem, não poderia ter sido diferente.
Primeiro, em qualquer viagem que se pretenda fazer, por menor que seja, é necessário um mínimo de planejamento e um check-up geral no equipamento de proteção individual que se está levando, a fim de minimizar os imprevistos que teimam em aparecer, mesmo que se pretenda percorrer curtos percursos, como o foi este que realizamos. Nem estamos falando no check-up da moto, pois este é básico para qualquer saída.
Na volta para Blumenau, pegamos um verdadeiro pé d´água logo depois de descermos a serra do mar, mas com as roupas que evitam a passagem de água, a proteção é quase total e o desconforto pode ser minimizado, já quem não estava preparado, sofreu um pouco mais e isto em viagens mais longa, pode se tornar um tormento.
Também aprendemos que cada um de nós tem um limite, e é importantíssimo que o motociclista saiba qual é o SEU limite e JAMAIS tentar se guiar pelo limite dos outros.
Chuva forte, pista molhada ou alagada, você tem de conhecer o seu limite, conhecer os sinais que a sua moto emite, e em um grupo, sempre vai haver motociclistas mais experientes do que você, pessoas que tem muito mais kilometros rodados do que você.
Estes, mais experientes, continuam pilotando nestes casos extremos com a mesma segurança do que pista seca, pois como disse, já rodaram mais do que você.
No entando, se este não é o seu caso, não tente achar que se ele vai, você obrigatoriamente tem de ir também.
Deixar que os mais experientes sigam em frente ás vezes é o melhor que se tem a fazer.
Parar, esperar a tormenta passar e depois seguir em frente com segurança pode ser uma decisão sábia e não é feio para ninguém chegar depois, o importante é chegar bem.
Valeu pessoal pelo belo sábado e pelos momentos que passamos juntos, valeu pelo almoço e pela companhia.
Por hora é só.

terça-feira, 6 de março de 2007

Interpraias - Balneário Camboriú


Manhã de domingo com muito sol, resolvemos dar uma volta com a LT até a Interpraias.
Para pegar a Interpraias, você deve seguir pela BR101 sentido sul, passar por Balneario Camboriú e logo depois do morro do Boi, entrar á direita passar por baixo da BR, virar á esquerda e logo depois novamente virar á direita.
Sem dúvida alguma, percorrer os 28 km da Interpraias de moto em uma manhã ensolarada é indiscritível , pois a estrada percorre uma das mais belas paisagens do Brasil, sempre á beira mar e com as montanhas á sua esquerda.
Íamos bem devagar, acelarando de leve a K1200, com o capacete aberto para sentir a brisa fresca que vinha do mar.
A cada morro que subiamos, uma sensação gostosa de poder sentir o prazer que é andar de moto nesta rodovia.
Em uma destas subidas, passamos por 2 bicicletas sendo empurradas morro acima por 2 heróis, que embora com a manhã ainda fresca, estavam já molhados de suor. Estavam percorrendo o Brasil de Bicicleta e já tinham conhecido todo o litoral sul, desde Porto Alegre.
Em cada uma das bicicletas, 2 bandeiras do Brasil preso a elas.
Eu também tenho uma bandeira do Brasil preso á minha LT, mas na hora pensei: eu aqui, todo confortável e acelerando a LT, orgulhoso de minha bandeira que vejo seu tremular pelo retrovisor, e estes 2 heróis anônimos empurrando suas bikes, também devem sentir-se orgulhosos da bandeira que levam. Só que o esforço deles, é muito maior do que o meu...
Na segunda feira, conversando com um amigo meu, me disse que os tinha visto já na BR 101, perto de Joinvilhe. Perguntei sobre as bandeiras o que de pronto me respondeu:
- SIM estes mesmos!! e tinham 2 bandeiras grandes presas em suas bicicletas.
Pena que nem todos os brasileiros tenham orgulho da bandeira do Brasil.
De toda forma, acho que o orgulho deles é maior do que o nosso, pois carregá-la Brasil afora pedalando uma bicicleta, mostra o quanto Brasileiros, com "B" maiúsculo eles são.
Boa sorte a eles, que continuaram sua marcha rumo ao norte e só Deus sabe onde estão neste momento.
Por hoje é só...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Bar do Arantes - Ilha de Florianópolis




Sábado de Sol, saída cedo de Blumaneu rumo a Ilha de Floripa onde o objetivo, depois de pegar o pessoal de SP que lá estava, era rumar para o Sul da Ilha, (Pântano do Sul), a fim de almoçarmos em um dos recantos mais encantadores da Ilha.
Pântano do Sul, beira mar, Bar do Arantes, onde chegamos por volta das 13:30 horas.
O Bar do Arantes, fundado lá pelos idos de 50, é até hoje dirigido pela mesma família e tem como principal atração, frutos do mar servidos sem luxo algum, á beira mar e longe dos agitos da Ilha, onde o sossego e a tranquilidade combinam com os divesos pratos saborosos, tornando-o seguramente um dos mais saborosos e exóticos restaurantes da ilha.
O ambiente do Bar do Arantes é único no mundo, caracterizado pelos milhares de bilhetes com mensagens deixados pelos visitantes pregado em suas paredes de madeira.
Os pratos, servidos á lá carte, tem um preço justo, destacando-se o peixe frito, os pratos de mariscos cozidos ao bafo, ostras e a moqueca de garoupa.
Pedido feito, conversa vai conversa vem, um aguardente de cana para animar a conversa antes da chegada dos pratos.
Por fim, a imagem do Atlântico ao fundo do Bar do Arantes, que nesta baía nada tem de revolto, e apresenta uma calmaria que convida qualquer um a ficar parado, sentindo a brisa que sopra no fim da tarde.
Promessa cumprida feita a Lalá, que no ano passado esteve conosco e prometemos a ela que retornaríamos ao Bar do Arantes quanto sua família estivesse passeando por Floripa.
Valeu Lá, a promessa foi cumprida.
Na saída, alguns barcos descançando sobre a areia branca e esperando a hora de voltar ao mar, onde fotografamos a mensagem da foto, que fala por si só.
Que Deus proteja a pescaria destes marujos do mar, e a nós também, para que possamos voltar novamente ao Bar do Arantes - Floripa - Brasil.
Por Hoje é Só.