sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O NATAL DE MARIANA


A história que vou contar me foi contada há alguns anos atrás por um amigo que dedicou e ainda dedica a sua vida pela vida do próximo.
Admiro muito esta pessoa, pois hoje em dia, não se acham muitos que se dispõe a trocar o conforto de casa ou mesmo, que se dispõe a abrir mão de uma carreira profissional e mais ainda, da família ou da formação de uma, para simplesmente abandonar tudo e se dedicar a servir ao próximo.
Vida dura, vida difícil.
Tive o prazer em conhecê-lo aqui na nossa cidade e todo final ano nos encontramos e ele nos premia com sua presença em nossa festa de encerramento quando nos dá uma santa benção de Natal.

A história que vou contar abaixo foi postada pois achei que poderia postá-la aqui neste bloog neste Natal, para que mais pessoas pudessem lê-la e também sentir um pouco mais próximo a presença Daquele que comemoramos o aniversário neste mês de Dezembro.

A história se passou num Hospital público em S.Paulo, na época em que ele lá servia como padre, e na sua humildade e solidariedade, havia justamente escolhido a área de soropositivos do hospital, e como me disse, era ali que poderia levar uma palavra amiga a muitos daqueles que tinham tão somente alguns minutos de vida nesta terra.
Sofrimento e dor, lágrimas e paixões, arrependimentos, choros e perdão era a rotina enfrentada por ele no dia a dia.

Dentre tantas histórias de vida, uma delas ele nunca esqueceu, a história da Mariana.


A Mariana havia nascido de pais soropositivos, e seu pai nunca ninguém soube quem era.
Sua mãe, na pobreza e na humildade que tornam todas as mães Santas, deu a luz naquele hospital a uma linda menina e logo depois, também partiu para junto de Deus, deixando Mariana no hospital ainda muito pequena, porém cheia de vida.
Olhos escuros, olhar aguçado, queria ver todos e virando seus olhinhos pretos e procurava entender o que se passava ao redor daquele berçário cheio de crianças cheias de vida e que a todo instante, eram abraçadas e levadas pelos seus pais com alegria.

Através dos vidros que isolavam o berçário, aquelas crianças eram observadas por seus pais que dias depois, vinham buscá-las sempre com festa e sorrisos.
Menos a Mariana, que ia ficando e ficando, afinal, quem viria buscá-la se não existia ninguém neste mundo que a conhecesse?
O Hospital, por regra não permitia que recén nascidos permanecessem por mais tempo do que o necessário na internação, mas onde levar Mariana?
Ela não poderia ser simplesmente enviada a um órgão publico para adoção, afinal, ela sendo também soropositiva seria muito mais difícil e penosa sua adoção.
O que fazer então com Mariana?
Sem solução á vista e contrariando as regras, ela foi adotada por todos os funcionários do hospital.
De manhã, ficava junto as arrumadeiras, que a levavam de quarto em quarto, davam banho, comida, á tarde era vez das cozinheiras e pessoal da limpeza, á noite era vez das enermeidas . Comia e dormia sempre em lugares diferentes, era cuidada como ninguém e recebia um amor imenso de todos os funcionários daquele hospital.
Por longos 3 anos, ela foi mantida no hospital sem que ninguém soubesse.
Era amada, cuidada, e recebia de todos tudo aquilo que sua mãe não conseguiu dar a ela em vida.
Era noite de Natal.....
Como sempre, uma missa de Natal era celebrada na capela do hospital.
Missa concorrida, os internados faziam fila para entrar e receber a benção de Natal, que sempre era dada ao final da cerimônia com o Menino Jesus na manjedoura.
E naquela noite, a capela estava lotada, gente e mais gente se acumulava entre bancos e corredores, gente em pé e até sentadas no chão.
O bispo, rezou uma missa linda e todos aguardavam ansiosos a benção de Natal.
Mas, cadê o Menino Jesus na manjedoura? Onde está o menino Jesus que aqui estava?
Por um mistério que ninguém conseguia explicar, o Menino Jesus havia desaparecido da manjedoura e, sem ele, como dar a benção ao povo que aguardava?
E ai alguém se lembrou da Mariana.
Sim !!! a Mariana, por que não?
Ela seria o Menino Jesus na manjedoura naquela noite especial de Natal. Ela seria a benção de Deus a todos os presentes.
Rapidamente começaram a procurar a Mariana e rapidamente lá estava ela, deitada na manjedoura.
Com seus olhinhos pretos, olhava para todos os lados, feliz da vida por lá estar.
O bispo, erguendo a manjedoura com a Mariana dentro, deu a benção ao povo.
E foi a benção mais linda que haviam recebido em todos aqueles anos.
Ao baixar a manjedoura, Mariana lá estava.
Seu corpinho, imóvel, já sem vida.
Naquele exato instante da benção de Natal em que a manjedoura era erguida, Mariana subia aos céus.......


Que neste Natal de 2007, tenhamos no coração o amor e o perdão como símbolos máximos de nossas festas.
E que a Mariana possa nos abençoar também, afinal, um dia ela substituiu o próprio menino Jesus aqui na terra e, hoje, está ao lado Dele lá no céu.

Feliz Natal
dezembro de 07

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

QUANDO EU PASSAR EM FRENTE AO TEATRO



Hoje foi o ultimo espetáculo que assistimos dela, e pudemos aplaudi-la de pé pela ultima vez, e a aplaudimos como nunca.
Quase menina moça, se destacava entre as outras e podíamos sentir desde o palco, a sua vibração nesta sua ultima apresentação.
E lembrar de quando pequena, sempre exigente consigo mesma, não se permitia errar, cuidava de todas, cuidava dos ritmos, queria a perfeição do grupo.
Treinos e mais treinos, horas e mais horas na busca constante pela perfeição dos movimentos, que sempre vinha.
Que gostoso que era, ao final de cada noite ir buscá-la e ganhar um beijo gostoso no rosto quando ela entrava no carro, e ouvir aquele : Oi pai, tudo bem?. Com foi o seu dia ?
Por mais difícil que tivesse sido meu dia, a resposta a tão adorável pergunta era:
- Oi filha, meu dia foi ótimo. E como foi o seu treino?
E ela: - Não é treino pai, é ensaio.......
Sempre pra cima, não me esquecerei jamais da sua agitação e do suor que carregava no corpo pelo treino duro que acabara minutos antes e nunca me esquecerei da sua paixão pelo sapateado.
Nunca me esquecerei também o dia em que fui buscá-la de moto. Ela, chorando que estava, seguramente por algo que não dera certo, me disse que naquele dia, o melhor que havia acontecido a ela foi eu tê-la buscado de moto, e com o vento no rosto, foi acalmando o seu coração.
Ao final de cada ano, vinham os espetáculos, sempre 3 dias de pura emoção.
A sessão de maquiagem, a tensão momentos antes, o barulho dos camarins, o teatro cheio, crianças, muitas crianças, pais, avós, tios, enfim, todos marcavam presença e vinham ver o resultado de mais um ano de intensa dedicação.
Como esquecer a entrega dos bouquês que sempre fazíamos ao início de cada primeiro dia de apresentação, e como nos esqueceremos dela, que ao final do show, vinha caminhando em nossa direção sorridente, carregando seu buquêt de flores e feliz da vida, satisfeita pelo resultado apresentado.
E a cada ano, fomos notando a evolução que vinha de seus pés, de seus movimentos, de seu prazer em dançar.
Hoje, ao dar o ultimo passo, ao fazer o ultimo movimento, o ultimo som que veio daquele palco, não contive minhas lágrimas, lágrimas de pura emoção.
A imagem do palco se fechando marcou como nunca este período maravilhoso em que vi minha filha dançar no Teatro Carlos Gomes, aqui em nossa cidade.
Que a dança que encantou a todos nós possa significar para você minha filha, muito mais do que espetáculos, que possa significar a você que somente com muito suor e determinação, se alcançam as verdadeiras vitórias e que estas estão acima de enganações e trapaças.
Você já é uma vencedora, e pode dar exemplo a tanta gente que nada quer da vida, que não valoriza o esforço e que não sabe o quanto difícil é atingir a perfeição.
A mim, só me resta agora passar em frente a aquele teatro e lembrar com muitas saudades e poder dizer :
- Um dia, minha filha aqui dançou, e dançou como nunca !
E eu, tive a felicidade de poder aplaudi-la por 10 anos seguidos, sem nunca ter pensado que um dia, seu sapato iria silenciar......e hoje ele silenciou.....
Que a dança da vida possa um dia te levar de volta ao palco e que eu possa estar novamente lá para te aplaudir.
E vou aplaudir como nunca !

Papai
Natal de 2007.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

SERIA OBRA DO MEU ANJO DA GUARDA ?




É engraçado como certas coisas acontecem na nossa vida e muitas vezes não nos damos conta de que tudo não passa de uma simples obra do nosso ANJO DA GUARDA.
A história que vou relatar é uma delas, que somente me dei conta de foi uma mãozinha do meu Anjo da Guarda, depois de passado a raiva, o desapontamento e por que não dizer, o susto pelo ocorrido.
A história a seguir é verdadeira e aconteceu conosco no ultimo final de semana.

Há tempo planejávamos esta viagem até Aparecida do Norte, cidade maravilhosa que abriga a monumental catedral da Virgem de Aparecida, ou Catedral de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a padroeira do Brasil.
Saímos cedo de Blumenau com determinação fixa de chegar ainda de dia em S.José dos Campos, onde dormiríamos em um confortável hotel, para no dia seguinte, rodar mais 85 km e podermos assistir a missa matinal de sábado.
E assim o fizemos, viagem maravilhosa apesar da chuva que nos castigou no ultimo terço da viagem e que nos fez dobrar a atenção na subida da serra do mar pela Rodovida dos Tamoios, que pegamos na cidade de Caraguatatuba, litoral norte de S.Paulo e chegamos ao cair da noite ao nosso destino.
Chegamos todos bem, cansados mais felizes por ter completado o primeiro trecho da nossa peregrinação, com direito a um animado brinde no jantar, rodeado de amigos que conosco dividiram os 920 km pilotados no primeiro dia.

Sábado cedo, motos alinhadas e encilhadas e partimos todos, chegando as 08:30 e estacionando as motos na sombra da esplendorosa basílica de Aparecida.

A basílica é monumental pela sua imponência, mas o mais incrível é a sensação de paz, de ternura e de tranqüilidade que você sente ao adentrá-la. É difícil descrever esta sensação. As pessoas lá dentro são humildes, mas se nota a imensa fé que milhares de romeiros demonstram ao vislumbrar a entrada da Virgem Santa por uma das asas da Basílica. Poder abraçar os amigos que nos acompanhavam e outros que lá se juntaram foi realmente muito bom e ainda melhor, poder agradecer por etapas vencidas, por dificuldades enfrentadas e ao final pedimos uma benção e proteção especial para todos nós para que voltássemos salvos a nossos lares.(o grifo você vai entender mais para frente).
Motos alinhadas e novamente estávamos na estrada, agora com destino a nossa terra natal, nossa querida Itu, onde parentes nos aguardavam para um animado jantar.

Paramos em um posto na Dutra onde abastecemos as motos e era hora de abastecermos a nós também.
E foi neste ponto que pergunto novamente: TERIA SIDO MEU ANJO DA GUARDA?.
No piso do posto de gasolina não havia absolutamente nada, nenhuma pedra, nenhum obstáculo, absolutamente nada que pudesse sugerir qualquer situação de perigo para que minha moto não pudesse passar por aquele local.
Porém, depois do ocorrido, fui conferir e havia sim um grande obstáculo.
O obstáculo a que me refiro não media mais do que 1 cm de comprimento e não mais do que 3mm de altura, porém foi exatamente neste obstáculo de metal, exatamente neste minúsculo pontinho que o cavalete central de minha moto enroscou e como era de aço, foi forte o suficiente para que houvesse um tranco no cavalete que é preso embaixo da moto na caixa de câmbio, que acabou por danificar a caixa da minha BMW.

Pés no chão, óleo vazando por todo lado, minha viagem de moto se encerrava neste exato momento.....

Pergunto: De quem mais poderia ser a obra, senão do meu ANJO DA GUARDA?
O que viria pela frente sem esta quebra?
O que aconteceria conosco, caso continuássemos?
Aconteceria algo?
Chegaríamos em segurança em casa?
Ninguém sabe e nem nunca saberemos.....

O certo é que na hora nem me lembrei de minha prece na Basílica, onde pedi proteção ao voltar para casa e entendi o recado. Vim a pensar nisso depois, já dentro do carro de apoio vendo meus amigos felizes á frente.

Então fiquei feliz por não estar mais em cima de minha moto e mais feliz ainda, vir dirigindo a Land Rover e olhando meus amigos de costas para mim, felizes, e sabendo que eles voltariam a salvo para casa, pois caso contrário, um pequeno obstáculo os teria barrado também.

Obrigado a Nossa Senhora da Aparecida, que nos trouxe a todos salvos a nossa casa.
Quanto a minha moto? Chegou também a oficina em Florianópolis, onde aguarda conserto e logo logo, estaremos novamente viajando juntos, felizes.

Se algo parecido vier a acontecer contigo, não fique nervoso nem desapontado, pois seguramente terá sido obra do SEU ANJO DA GUARDA!
Que ele olhe por você e o proteja sempre.

Blumenau, outubro de 07
Até a próxima....

sábado, 14 de julho de 2007



Caríssimos.
Além de tudo, o Edson era um grande amigo,
Era um daqueles poucos amigos que, se vc necsssitasse da sua camisa, ele não pensava 2 vezes, a tirava e ficava sem nada.
Era daqueles amigos que nunca te deixava na mão, e nos mostrou isso nos muitos passeios de moto que realizamos juntos.
O Edson cuidava de todos durante a viagem e sempre ia no fim da fila, nem que o ultimo fosse a 60 km/hora, não importava, ele ia junto com o ultimo, trazendo o mesmo nem que fosse carregado, mas trazia.
Invocava com todos que tentavam mexer com o grupo nas viagens que fazíamos, a ponto de tocar a moto em cima de algum famigerado motorista de carro que tentasse se intrometer no meio do nosso grupo.
Nós que andamos de moto com ele, que participamos de muitos encontros de motociclistas, e que com ele, fundamos o E DEVAGAR MAS É RAPIDO - MOTO CLUBE, sabemos de como ele era.

Aqui na empresa, era da mesma forma.
Era um profissional que eu gostava muito, pois com seu estilo incomparável de "pit bull", não media esforços para dar a tarefa como cumprida.
Causava incômodos as vezes, mas no final, todos reconheciam o seu trabalho.
O Edson me ajudou muito, mas muito mesmo. O Edson jogava para o time, pois não se conformava com derrotas, para ele, a vitória era o que interessava.
NUNCA se negou a cumprir um pedido meu, nem que para isso, tivesse que sacrificar o que quer que fosse, ele cumpria a risca, e só ia embora, quando a tarefa estava cumprida.
Nunca foi me esquecer de um domingo a noite, quando ele me ligou de uma facção não sei de onde, pois tinhamos que fechar um pedido para exportação.
Eu não sei como, mas ele conseguiu fazer aquela facção inteira trabalhar todo final de semana, com todos juntos e PAGOU com o proprio bolso pizza para todo mundo que veio trabalhar. E fechamos o pedido..... E me ligou, dizendo ! "Chefe, pedido fechado, não se preocupe pois vai faturar e embarcar"
O Edson era assim, um lider que defendia seu grupo como ninguém, e defendeu a unidade de Blumenau até o ultimo dia em que aqui esteve.
Ninguém mexia com o seu povo, pois ele não permitia que isso acontecesse.

Hoje, ele foi chamado a um plano superior, pois quem morre passa a um plano superior e muda de aspecto apenas.
Que o Edson seja lembrado por todos nós como aquele ser humano fantástico, aquele ser humano que dava tudo de si pelo que fazia e que seja lembrado para sempre aqui, como um dos GRANDES profissionais que por aqui passaram, deixou sua marca, deixou saudades e por ele, todo o nosso respeito.
Edson, que vc continue sendo um pit bull neste plano superior.
Anexo, uma foto das muitas reuniões de motociclistas que realizamos e, como não poderia deixar de ser, era ele quem comandava tudo, com alegria e com muito amor.
O Edson colocava amor em tudo que fazia, porisso, era um ser especial.
Um ser humano como poucos que conheci.

S.Pires.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

O poder do perdão.

Esta semana, ouvi uma história verdadeira e que muito me tocou, porisso, gostaria de compartilhá-la com vocês.
A história me foi contada por um padre, que trabalhou por muitos anos na penitenciária do Carandirú em SP, e foi no Carandirú que o fato ocorreu:

A função dos padres na penitenciária, era mais do que dar suporte espitirual aos presidiários, mas mais do que isso, era ouvi-los, era dar e mostrar perspectivas de vida, conselhos e um conforto para os longos anos que muitos daqueles iriam passar lá dentro, pelos inúmeros delitos que cometeram na vida.
E assim era.
Tinha então um jovem, tido como um grande brincalhão, que fazia a todos rir com suas piadas e brincadeiras, amigo de todos e tido como um preso de excelente comportamento.
Porém, as 5as feiras, este jovem se transformava completamente.
Acordava cedo, e se mantinha durante toda a manhã com a cara fechada, completamente diferente dos outros dias da semana.
As 5as. feiras era dia de visita, dia em que os familiares se concentravam em frente ao portão do presídio, trazendo sacolas com mantimentos, livros, enfim, todo tipo de material que pudesse ser entregue a seus entes que lá se encontravam presos.
Toda 5a. feira, a mãe deste jovem, uma senhora já perto dos 65 anos, misturava-se a multidão lá fora, e aguardava pacientemente a hora da abertura dos portões para entrar e visitar seu filho.
Religiosamente, toda 5a. feira ela vinha visitá-lo, e isto já ocorria por anos e anos a fio sem nunca haver faltado um unico dia sequer.
Portava uma sacola de plástico estampada, sempre a mesma, e dentro dela, todos os guardas já sabiam o que havia:
- Tinha uma fruta e um pedaço de bolo.
Era conhecida de todos, tanto é que era a unica senhora que entrava para a visita sem ser revistada, e todos sabem o quanto é degradante e humilhante para uma mulher, ser revistada antes da entrada em um presídio.
Quanto o encontrava lá dentro, o filho ia em sua direção de cabeça baixa e caia em lágrimas e chorando copiosamente.
E ficavam horas a fio juntos, conversando.
E todos se perguntavam o porque da transformação, o porque do jovem alegre durante os dias da semana, se portava daquela maneira as 5as. feiras.
Um dia, quanto estavam juntos ela e a mãe, ele então chamou o padre para perto e disse que tinha algo a lhe contar.
E ele então contou....
De fato, aquela velha senhora que vinha lhe visitar todas as 5as. feiras sem nunca ter faltado, não era sua mãe.
Ela era a mãe do jovem que ele havia matado.
Foi durante um assalto, o jovem morto era motorista da telefonica, guiava um fiat e ele o assaltou.
Como ele não tinha dinheiro, sacou o revolver e o matou.
Foi capturado no dia seguinte e foi levado ao velório do jovem, para que pudesse ver o sofrimento da familia enlutada.
Neste instante, a mãe então toma a palavra e diz.
Estávamos todos reunidos em volta do caixão, numa ultima homenagem a meu filho querido, quando chegaram com o jovem que havia cometido o crime.
Imediatamente pensei, o meu filho já está em boas mãos, está nas mãos de Deus e não precisa mais de mim.
Mas este jovem aqui, este sim já foi condenado por toda a sua vida e vai precisar muito de mim
A partir de hoje, eu vou cuidar dele até o fim de minha vida.
O padre perguntou o porque da fruta e do pedaço de bolo, o que ela respondeu:
A fruta é porque ele gosta muito, e o bolo, é o bolo que meu filho mais gostava, porisso, trago sempre o mesmo bolo toda 5a. feira.

E esta foi uma das histórias mais emocionantes que eu ouvi, e mostra o tamanho de um coração de mãe, e o quanto um coração de mãe pode perdoar.

Portanto, meus amigos, o perdão é um dom divino, e sincieramente, não vale a pena continuar vivendo sem perdoar.
Se tiveres algo a ser perdoado, perdoe.
Se tiveres algum ponto pendente com sua esposa ou marido, perdoe.
Não vale a pena viver sem perdoar...
Por hoje é só.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Santa Felicidade - Reencontrando Amigos.


O nome Santa Felicidade, que é um bairro localizado em Curitiba-PR, e que concentra um grande número de restaurantes, não poderia expressar melhor o sentimento de todos neste ultimo sábado quando do reencontro com nossos amigos de S.Paulo, para um almoço, um papo e um charuto.
Só mesmo o motociclismo é capaz de promover um encontro assim, onde os amigos de Sorocaba-SP percorreram 746 km ida e volta pela BR 116, e nós, de Blumenau-SC percorremos outros 500 km ida e volta pela BR-101 para nos juntarmos a outros amigos de Curitiba para um animado almoço no famoso Madalosso, restaurante italiano, especializado em massas e coisas do tipo.
Mesa farta, comida maravilhosa e nem deu tempo direito de colocar a proza em dia e já era hora de meia-volta vou-ver a todos, para que pudéssemos ainda aproveitar o jantar em casa, o que foi cumprido por ambos os grupos.
Nós em Blumenau, ainda pudemos aproveitar um jantar regado a frutos do mar e vinho branco e o pessoal de Sorocaba, também chegou a tempo de tomar um belo chopp gelado em casa.
Aprende-se muito em qualquer viagem de moto e nesta viagem, não poderia ter sido diferente.
Primeiro, em qualquer viagem que se pretenda fazer, por menor que seja, é necessário um mínimo de planejamento e um check-up geral no equipamento de proteção individual que se está levando, a fim de minimizar os imprevistos que teimam em aparecer, mesmo que se pretenda percorrer curtos percursos, como o foi este que realizamos. Nem estamos falando no check-up da moto, pois este é básico para qualquer saída.
Na volta para Blumenau, pegamos um verdadeiro pé d´água logo depois de descermos a serra do mar, mas com as roupas que evitam a passagem de água, a proteção é quase total e o desconforto pode ser minimizado, já quem não estava preparado, sofreu um pouco mais e isto em viagens mais longa, pode se tornar um tormento.
Também aprendemos que cada um de nós tem um limite, e é importantíssimo que o motociclista saiba qual é o SEU limite e JAMAIS tentar se guiar pelo limite dos outros.
Chuva forte, pista molhada ou alagada, você tem de conhecer o seu limite, conhecer os sinais que a sua moto emite, e em um grupo, sempre vai haver motociclistas mais experientes do que você, pessoas que tem muito mais kilometros rodados do que você.
Estes, mais experientes, continuam pilotando nestes casos extremos com a mesma segurança do que pista seca, pois como disse, já rodaram mais do que você.
No entando, se este não é o seu caso, não tente achar que se ele vai, você obrigatoriamente tem de ir também.
Deixar que os mais experientes sigam em frente ás vezes é o melhor que se tem a fazer.
Parar, esperar a tormenta passar e depois seguir em frente com segurança pode ser uma decisão sábia e não é feio para ninguém chegar depois, o importante é chegar bem.
Valeu pessoal pelo belo sábado e pelos momentos que passamos juntos, valeu pelo almoço e pela companhia.
Por hora é só.

terça-feira, 6 de março de 2007

Interpraias - Balneário Camboriú


Manhã de domingo com muito sol, resolvemos dar uma volta com a LT até a Interpraias.
Para pegar a Interpraias, você deve seguir pela BR101 sentido sul, passar por Balneario Camboriú e logo depois do morro do Boi, entrar á direita passar por baixo da BR, virar á esquerda e logo depois novamente virar á direita.
Sem dúvida alguma, percorrer os 28 km da Interpraias de moto em uma manhã ensolarada é indiscritível , pois a estrada percorre uma das mais belas paisagens do Brasil, sempre á beira mar e com as montanhas á sua esquerda.
Íamos bem devagar, acelarando de leve a K1200, com o capacete aberto para sentir a brisa fresca que vinha do mar.
A cada morro que subiamos, uma sensação gostosa de poder sentir o prazer que é andar de moto nesta rodovia.
Em uma destas subidas, passamos por 2 bicicletas sendo empurradas morro acima por 2 heróis, que embora com a manhã ainda fresca, estavam já molhados de suor. Estavam percorrendo o Brasil de Bicicleta e já tinham conhecido todo o litoral sul, desde Porto Alegre.
Em cada uma das bicicletas, 2 bandeiras do Brasil preso a elas.
Eu também tenho uma bandeira do Brasil preso á minha LT, mas na hora pensei: eu aqui, todo confortável e acelerando a LT, orgulhoso de minha bandeira que vejo seu tremular pelo retrovisor, e estes 2 heróis anônimos empurrando suas bikes, também devem sentir-se orgulhosos da bandeira que levam. Só que o esforço deles, é muito maior do que o meu...
Na segunda feira, conversando com um amigo meu, me disse que os tinha visto já na BR 101, perto de Joinvilhe. Perguntei sobre as bandeiras o que de pronto me respondeu:
- SIM estes mesmos!! e tinham 2 bandeiras grandes presas em suas bicicletas.
Pena que nem todos os brasileiros tenham orgulho da bandeira do Brasil.
De toda forma, acho que o orgulho deles é maior do que o nosso, pois carregá-la Brasil afora pedalando uma bicicleta, mostra o quanto Brasileiros, com "B" maiúsculo eles são.
Boa sorte a eles, que continuaram sua marcha rumo ao norte e só Deus sabe onde estão neste momento.
Por hoje é só...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Bar do Arantes - Ilha de Florianópolis




Sábado de Sol, saída cedo de Blumaneu rumo a Ilha de Floripa onde o objetivo, depois de pegar o pessoal de SP que lá estava, era rumar para o Sul da Ilha, (Pântano do Sul), a fim de almoçarmos em um dos recantos mais encantadores da Ilha.
Pântano do Sul, beira mar, Bar do Arantes, onde chegamos por volta das 13:30 horas.
O Bar do Arantes, fundado lá pelos idos de 50, é até hoje dirigido pela mesma família e tem como principal atração, frutos do mar servidos sem luxo algum, á beira mar e longe dos agitos da Ilha, onde o sossego e a tranquilidade combinam com os divesos pratos saborosos, tornando-o seguramente um dos mais saborosos e exóticos restaurantes da ilha.
O ambiente do Bar do Arantes é único no mundo, caracterizado pelos milhares de bilhetes com mensagens deixados pelos visitantes pregado em suas paredes de madeira.
Os pratos, servidos á lá carte, tem um preço justo, destacando-se o peixe frito, os pratos de mariscos cozidos ao bafo, ostras e a moqueca de garoupa.
Pedido feito, conversa vai conversa vem, um aguardente de cana para animar a conversa antes da chegada dos pratos.
Por fim, a imagem do Atlântico ao fundo do Bar do Arantes, que nesta baía nada tem de revolto, e apresenta uma calmaria que convida qualquer um a ficar parado, sentindo a brisa que sopra no fim da tarde.
Promessa cumprida feita a Lalá, que no ano passado esteve conosco e prometemos a ela que retornaríamos ao Bar do Arantes quanto sua família estivesse passeando por Floripa.
Valeu Lá, a promessa foi cumprida.
Na saída, alguns barcos descançando sobre a areia branca e esperando a hora de voltar ao mar, onde fotografamos a mensagem da foto, que fala por si só.
Que Deus proteja a pescaria destes marujos do mar, e a nós também, para que possamos voltar novamente ao Bar do Arantes - Floripa - Brasil.
Por Hoje é Só.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Minha primeira experiência com a nova BMW K1200 LT


A primeira decisão de troca da BMW R1150RT para uma Ultra Electra Glide Classic ocorreu de forma tranquila, embora sabendo que estava saindo de um equipamento de alta tecnologia para uma moto, também estradeira, porém com conceitos e tecnologias muito diferentes.

No entando, não houve um casamento perfeito entre nós.

Já na viagem de S.Paulo até Santa Catarina, ficava evidente as diferenças entre eu e a moto, embora ainda achasse que um dia nos daríamos bem.

No entando, os meses se passaram, o atendimento da concessionária da Harley deixou muito a desejar e aos poucos, o "prazer em pilotar" ia deixando de existir e o casamento chegava ao fim.

Hora de reconhecer o erro cometido e voltar a familia BMW, mas desta vez, optando por uma moto maior do que a RT, com mais conforto, segurança, sempre pensando nas viagens longas que ainda queremos fazer.

Foi então que cambiamos a preta Ultra Electra por uma cinza chumbo K1200 LT, nova em folha.

Sensação gostosa na primeira acelarada, moto segura, confortável e de presença.

A primeira impressão é a que fica e esta nova K1200 LT, me impressionou muito desde o primeiro contato, o que significou para mim a volta do "prazer ao pilotar" e com isso, voltamos a andar de fato.

Que este novo casamento seja perfeito e que possamos desfrutar de horas agradáveis na companhia desta minha estradeira.
Com isso, estreamos ambos, a moto e este novo bloog.
É isto por hoje.